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Medicina integrativa: evolução da medicina convencional

22/1/2026
Kurotel
Medicina integrativa: evolução da medicina convencional

No dia 23 de janeiro, data em que se comemora o Dia Internacional da Medicina Integrativa, é natural refletir sobre como essaa bordagem representa uma evolução da medicina convencional. Ao integrar práticas baseadas em evidências com terapias complementares que valorizam o cuidado integral, a medicina integrativa amplia a compreensão da saúde e coloca o paciente no centro do processo de cura. Essa visão integrada fortalece a prevenção, potencializa resultados terapêuticos e promove a humanização na relação entre profissionais de saúde e pacientes.

O Dr. Bruno Vianei, médico da equipe técnica do Kurotel, explica que a medicina integrativa pode ser definida como uma abordagem médica centrada na pessoa e em sua forma singular de funcionamento em saúde (física, mental, emocional e espiritual) considerando também seu contexto histórico, social, familiar e genético. Ela busca combinar, de forma deliberada, terapias convencionais, tradicionais e complementares que sejam apropriadas, seguras e baseadas em evidências científicas, visando os melhores resultados em prevenção e tratamento.

A medicina integrativa valoriza a relação terapêutica (incluindo tempo de consulta, escuta ativa e corresponsabilidade) entre o profissional e a pessoa atendida, considerando-a em múltiplas dimensões: biológica, psicológica, social, cultural e espiritual.

O médico ressalta que a medicina integrativa não é "alternativa", ou seja, não pretende ser uma opção ou uma substituição à medicina convencional. "A medicina integrativa, ao buscar compreender a fundo o ser humano em todos os seus contextos biopsicossociais, utiliza o melhor de cada abordagem, desde que haja plausibilidade biológica, ética e adequado suporte científico", afirma ele.

Já a medicina convencional, por sua vez, é focada na doença, nas queixas clínicas e nos sintomas, com ênfase no diagnóstico e no tratamento farmacológico ou intervencionista. Suas principais ferramentas incluem medicações, cirurgias, procedimentos e estratégias de reabilitação direcionadas especificamente à condição apresentada.

Qual é o papel do paciente na medicina integrativa?
Segundo o Dr. Bruno Vianei, na medicina integrativa, o paciente deixa de ser "objeto passivo de intervenção" e torna-se agente ativo e protagonista nos cuidados com sua saúde e nas dinâmicas de adoecimento. "A pessoa passa a ser coautora do plano terapêutico: decisões compartilhadas, levando em conta preferências, características idiossincráticas, valores e contexto devida", destaca.

O paciente assume responsabilidade ativa pelo seu estilo de vida, e o tratamento inclui tarefas diárias como alimentação, movimento, sono, práticas de mente e corpo e manejo de gatilhos, exigindo engajamento, compromisso, disciplina, intencionalidade, aumento da consciência e satisfação no processo de autocuidado. "Estudos em programas integrativos e de medicina do estilo de vida mostram que, quanto maior a participação ativa da pessoa, melhor é o controle de fatores de risco, qualidade de vida e redução de disfunção e mortalidade", observa.

Há tendências que impulsionam a medicina integrativa?
O Dr. Bruno aponta que alguns movimentos da medicina contemporânea convergem naturalmente para a abordagem integrativa. Na transição epidemiológica, por exemplo, o peso central hoje recai sobre as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) - cardiovasculares, diabetes, câncer, depressão, dor crônica - que dependem fortemente de fatores comportamentais, ambientais, psicossociais e de influências genéticas.

O uso dos fundamentos da medicina do estilo de vida é sustentado por um robusto corpo de evidências indicando que mudanças estruturadas em dieta, atividade física, sono, gestão do estresse e relações sociais podem prevenir, controlar e até reverter grande parte das doenças crônicas não transmissíveis.

Há também a integração com a medicina e a nutrição de precisão, orientadas por genética, ciências ômicas e biomarcadores. Observa-se uma tendência crescente à personalização das intervenções de prevenção e tratamento, adaptadas de formamais adequada ao contexto de vida, às preferências, ao sentido e ao propósito de cada pessoa. Isso torna o plano de ação verdadeiramente centrado no ser humano.

"Por isso, no Kurotel compreendemos a medicina integrativa como uma bela 'evolução natural' da medicina convencional, em que há uma transformação do foco de cuidado da doença para um planejamento contínuo de cuidados e aprimoramento das saúdes (física, emocional, mental, espiritual) dentro dos contextos preventivos e terapêuticos. Portanto, o tratamento de doenças passa a ser um dos eixos de cuidados em saúde, não mais o único", explica o médico.

O que a ciência diz sobre as práticas integrativas?
Atualmente, de acordo com o Dr. Bruno Vianei, já temos um bom conjunto de evidências, mesmo que variadas, para várias intervenções integrativas, especialmente em:

- Acupuntura (dor crônica e outras indicações)
Meta-análises com milhares de participantes mostram que a acupuntura é superior ao placebo e ao cuidado usual no tratamento de dor crônica (como lombalgia, cefaleia tensional e osteoartrite) com efeitos duradouros. Diretrizes e revisões recentes a reconhecem como uma opção segura e válida para dor lombar crônica, inclusive em idosos. Em pediatria, revisões também indicam redução da dor e melhora funcional, embora a qualidade das evidências varie.

- Práticas mente-corpo (mindfulness, meditação, yoga, tai chi)
Revisões sistemáticas e meta-análises indicam redução moderada de sintomas de depressão, ansiedade e estresse, inclusive em populações com doenças cardiovasculares e outras condições crônicas. A prática de yoga e protocolos semelhantes tem sido associada à redução da pressão arterial, melhora da rigidez arterial, da variabilidade da frequência cardíaca e de parâmetros psicossociais, com evidência crescente em hipertensão e risco cardiovascular.

- Intervenções intensivas de estilo de vida
Medicina do estilo de vida organiza protocolos de alimentação, atividade física, cessação do tabagismo, sono e manejo do estresse para a prevenção e o tratamento de doenças crônicas. Há evidências de melhora significativa em desfechos cardiometabólicos (como pressão arterial, glicemia, lipídios e peso corporal) além de ganhos na qualidade de vida

- Fitoterapia, suplementos e nutracêuticos
Aqui, a evidência é mais heterogênea: alguns compostos contam com ensaios clínicos randomizados robustos em indicações específicas, enquanto outros se baseiam em séries menores ou em plausibilidade biológica. A medicina integrativa responsável tende a utilizar compostos bioativos com evidência razoável de eficácia, função e segurança. O compromisso ético desaconselha promessas “milagrosas”, e exige sempre o cuidado de avaliar potenciais interações com fármacos convencionais já em uso ou prescritos concomitantemente à fitoterapia.

Kurotel referência em saúde integrativa
O Dr. Bruno Vianei explica que o Método Kur, idealizado pelo Dr. Luís Carlos Silveira na década de 1970, representa, na prática, a essência da saúde integrativa, pois avalia a saúde da pessoa em uma única estada sob os prismas da medicina, nutrição, psicologia, fisioterapia, educação física, odontologia e enfermagem.

"O Kurotel em seus 43 anos de existência sempre pautou a sua atuação institucional na missão de proporcionar melhor vida e mais saúde para seus clientes, utilizando-se da medicina integrativa (preventiva, tradicional, convencional e alternativa)", afirma o médico.

As tecnologias e a modernidade no cuidado com a saúde também têm papel de destaque no pioneirismo do Kurotel em medicina integrativa. Clique aqui e saiba mais!

Dr. Bruno Vianei - Formado pela Universidade Federal do Amazonas, em 2018, e pós-graduando em Medicina Funcional Integrativa pela Sociedade Brasileira de Medicina Funcional Integrativa (SBMFI) - CRM-RS 48.494

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