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Riscos do excesso de gordura abdominal para a saúde

5/3/2026
Kurotel
Riscos do excesso de gordura abdominal para a saúde

A gordura abdominal, quando acumulada em excesso, vai muito além de uma questão estética e representa um importante fator de risco para a saúde. Esse tipo de gordura está diretamente associado ao desenvolvimento de diversas doenças, como problemas cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão e distúrbios metabólicos. Por estar localizada próxima a órgãos vitais, ela pode interferir no funcionamento do organismo e comprometer a qualidade de vida. Compreender os riscos do excesso de gordura abdominal é fundamental para adotar hábitos mais saudáveis e promover o bem-estar a longo prazo.

Segundo especialistas, esse risco está relacionado principalmente às características da gordura visceral. O médico Gladistone Coghetto Junior, da equipe técnica doKurotel, destaca que a gordura abdominal, especialmente a gordura visceral, é um importante sinal de risco à saúde, pois é metabolicamente ativa e inflamatória. Diferentemente da gordura localizada em regiões periféricas, ela libera substâncias inflamatórias diretamente na circulação, afetando órgãos como fígado, coração e pâncreas. "Esse tipo de gordura está associado ao desenvolvimento de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, hipertensão, esteatose hepática, síndrome metabólica e maior risco de alguns tipos de câncer", afirma.

Gordura visceral e inflamação no corpo
Dr. Gladistone explica que a gordura visceral não é apenas um depósito de energia, mas funciona como um tecido ativo no organismo. Quando os adipócitos aumentam de tamanho, ocorre falta de oxigênio e estresse celular, o que atrai células inflamatórias, como os macrófagos. Essas células liberam citocinas inflamatórias e diminuem substâncias protetoras, mantendo uma inflamação crônica de baixo grau que pode afetar todo o corpo e contribuir para diversas doenças.

Gordura abdominal e saúde do coração
Conforme o médico, o excesso de gordura abdominal aumenta o risco cardiovascular ao provocar inflamação sistêmica (que afeta todo o organismo), comprometer o funcionamento dos vasos sanguíneos e ativar mecanismos que elevam a pressão arterial. Esse ambiente favorece a formação de placas de gordura nas artérias, elevando o risco de infarto, AVC, insuficiência cardíaca e arritmias. Por isso, a gordura visceral é considerada um dos principais fatores de risco modificáveis para doenças do coração.

Gordura visceral e diabetes tipo 2
O Dr. Gladistone Coghetto Junior afirma que a gordura visceral contribui diretamente para o desenvolvimento do diabetes tipo 2 ao promover resistência à insulina. Ela libera ácidos graxos livres e substâncias inflamatórias, que prejudicam a ação da insulina no fígado e nos músculos, levando à elevação da glicose no sangue. Com o tempo, isso provoca hiperinsulinemia e sobrecarga das células beta do pâncreas, favorecendo o surgimento do diabetes.

Gordura abdominal: declínio cognitivo e demência
De acordo com o médico, estudos indicam que o excesso de gordura abdominal está associado a um maior risco de declínio cognitivo e demência, incluindo a doença de Alzheimer. A inflamação crônica, a resistência à insulina no cérebro e alterações na circulação cerebral parecem ser os principais mecanismos envolvidos. A obesidade central na meia-idade, em particular, está relacionada a um risco aumentado de comprometimento cognitivo nas décadas seguintes.

Sinais de alerta da gordura abdominal
Alguns sinais indicam que a gordura abdominal pode estar comprometendo a saúde. Segundo o Dr. Gladistone, o aumento da circunferência da cintura é um dos principais indicadores do acúmulo de gordura abdominal prejudicial. Além disso, alterações como pressão arterial elevada, glicemia aumentada, triglicerídeos altos, HDL baixo e a presença de gordura no fígado em exames de imagem sugerem que essa gordura já está impactando o metabolismo. Muitas vezes, esses sinais surgem antes mesmo de um aumento expressivo do peso corporal total.

Certos fatores do estilo de vida contribuem para o aumento dessa gordura abdominal. Entre eles estão o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, açúcares e gorduras saturadas, além do sedentarismo. A privação de sono, o estresse crônico, o consumo elevado de álcool e o histórico de dietas muito restritivas com efeito sanfona também favorecem esse tipo de gordura.

Quando esses fatores levam à acumulação de gordura abdominal associada a alterações metabólicas, como pré-diabetes, diabetes, hipertensão, dislipidemia ou esteatose hepática, é indicado acompanhamento médico, explica o Dr. Gladistone Coghetto Junior. "O acompanhamento também é recomendado quando mudanças no estilo de vida não são suficientes para reduzir o risco, ou quando há histórico familiar relevante de doenças metabólicas e cardiovasculares", acrescenta. Nesses casos, a abordagem deve ser contínua e individualizada, considerando que a obesidade abdominal é uma condição crônica e não apenas estética.

Como o Kur pode ajudar?
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Dr. Gladistone Coghetto Junior - Graduação pela Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC) em 2015. Pós-Graduação em Medicina Paliativa pela UNOESC em 2017. Pós-Graduação em Medicina de Urgência Associação Brasileira de Medicina de Urgência e Emergência em 2020. Pós-Graduação em Medicina Intensiva pelo Hospital Israelita Albert Einstein em 2021. Pós-Graduação em Nutrologia Clínica pela Afya Educação Médica em 2023 - CRM: 52111-RS

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