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Água fria como terapia: o que acontece no corpo durante o banho gelado

9/7/2026
Kurotel
Água fria como terapia: o que acontece no corpo durante o banho gelado

Nas redes sociais, o banho com água fria ganhou visibilidade como símbolo de disciplina, autocuidado e alta performance. Mas, por trás da popularização, existe uma história muito mais antiga, que atravessa séculos e hoje volta a ser compreendida pela medicina do estilo de vida.

Segundo a Dra. Mariela Silveira, diretora médica do Kurotel e Kur Wellness SP, muitas descobertas parecem surgir como novidades absolutas, quando, na verdade, são conhecimentos antigos revisitados pela ciência contemporânea. “É o caso do banho gelado. O uso terapêutico do frio acompanha a humanidade há mais de 2.500 anos”, afirma.

Conforme contextualiza a Dra. Mariela Silveira, na Grécia Antiga, Hipócrates já descrevia a água fria como recurso para recuperação física, alívio de dores e melhora da vitalidade. Mais tarde, o Império Romano desenvolveu as termas com alternância de temperaturas. No século 19, Sebastian Kneipp também utilizava o frio como ferramenta terapêutica. Essa compreensão da água como elemento de cuidado está na própria origem do conceito de spa, associado à expressão latina Salus per aquam, saúde através da água.

Essa visão também faz parte da história do Kurotel. O Dr. Luís Carlos Silveira, fundador da instituição, inspirou-se nesses conceitos ao estruturar o Método Kur, escrito em 1971. Desde então, os recursos hidrotermais passaram a ser compreendidos dentro de uma lógica técnica, com indicações, mecanismos fisiológicos e contraindicações.

Recentemente inaugurado em São Paulo, o Kur Wellness leva a essência do Kurotel para a rotina urbana, em um formato voltado ao cuidado com a saúde, sem a necessidade de estada. O espaço reúne ciência, tecnologia, terapias integrativas e acompanhamento especializado para quem busca incorporar práticas de bem-estar de forma mais precisa ao dia a dia. Entre os recursos disponíveis, há a banheira de água gelada, com temperatura entre 10° e 15°C.

O que acontece no corpo durante o banho gelado

Dra. Mariela explica que o contato com a água fria provoca vasoconstrição periférica, um processo em que os vasos sanguíneos das extremidades se contraem, direcionando maior volume de sangue para regiões centrais do corpo. Essa resposta ativa mecanismos de adaptação e pode influenciar o estado de alerta, a percepção de energia e a tolerância ao estresse. “O frio aumenta norepinefrina e dopamina, substâncias relacionadas ao estado de alerta, foco e adaptação ao estresse”, explica a diretora médica do Kurotel. Segundo ela, esse estímulo também pode ativar proteínas celulares associadas à adaptação ao estresse térmico.

Na prática, quando bem indicado, o banho gelado pode contribuir para:

Ainda assim, a indicação precisa ser individualizada. A banheira gelada/ou banheira com gelo, pode ser uma estratégia interessante após provas longas de corrida ou treinos intensos de endurance. Porém, o mesmo efeito anti-inflamatório pode não ser desejável logo após treinos de força voltados para hipertrofia. “Isso acontece porque o frio pode reduzir parte da sinalização inflamatória necessária para ativar a via metabólica mTOR, fundamental para a síntese proteica e o ganho de massa muscular”, pontua Dra Mariela.

Frio, calor e suas individualidades

Mesmo com muitas características benéficas, a terapia com água fria não deve ser analisada de forma isolada. Dentro da hidroterapia, frio e calor têm efeitos distintos no organismo, segundo frisa a Dra. Mariela. “Enquanto o frio provoca vasoconstrição e estímulos relacionados ao alerta, o calor promove vasodilatação, relaxamento muscular e melhora da perfusão periférica. Também pode favorecer o relaxamento autonômico, a liberação de endorfinas e respostas cardiovasculares relevantes”.

Para a Dra. Mariela, o ponto central é compreender que nem todo estímulo serve para qualquer pessoa, nem para qualquer momento fisiológico. “Há uma maneira correta de utilizar cada recurso hidrotermal. Cada técnica tem indicações, mecanismos fisiológicos específicos e contraindicações”, afirma.

Nas mulheres, por exemplo, a resposta térmica pode variar ao longo do ciclo hormonal. Após a menstruação, costuma existir melhor tolerância ao frio e maior adaptação a estímulos intensos. Já na fase lútea, muitas mulheres toleram melhor os estímulos de calor, que podem auxiliar no relaxamento, no sono e na redução do estresse. A especialista reforça que essa leitura individualizada é essencial para que a prática seja segura e coerente com o objetivo de cada pessoa.

Tecnologia a favor da experiência terapêutica

No Kur Wellness São Paulo, a banheira de água gelada, com uma temperatura entre 10 e 15°C, integra um ambiente elaborado para unir rigor técnico, conforto e inovação. A tecnologia desenvolvida pela Docol contribui para uma experiência mais precisa, com controle da água, design funcional e qualidade no uso do recurso hidrotermal. “Diferente das banheiras de gelo tradicionais, que dependem de reposição constante de gelo e oscilam de temperatura, a DocolReset resfria a água de forma contínua e controlada por sistema próprio, sem precisar de gelo. Ela conta com filtro de partículas e gerador de ozônio, que mantêm a água tratada e reaproveitável entre os usos. No Kur Wellness, a banheira opera entre 10 °C e 15 °C, mas o produto regula a temperatura de 3 °C a 42 °C, o que abre espaço para diferentes protocolos, da crioterapia ao banho quente", afirma Christopher Hakenhaar, especialista em Tecnologia, Pesquisa e Desenvolvimento na Docol.

A presença da Docol reforça a importância da tecnologia aplicada ao cuidado. Quando o recurso é bem projetado, a experiência se torna mais segura, estável e alinhada à proposta terapêutica. O banho gelado não precisa ser tratado como uma moda passageira. Sua relevância está justamente na combinação entre tradição, ciência e aplicação correta.

Dra. Mariela acrescenta que, assim como ocorreu com a sauna, hoje estudada por seus possíveis benefícios cardiovasculares, cognitivos e metabólicos, o uso terapêutico da água fria também vem sendo observado com mais atenção pela ciência contemporânea. Inclusive, referente à sauna, a Kur Wellness conta com uma de infravermelho, que não aquece o ambiente, mas o corpo do cliente. “Enquanto as saunas convencionais aquecem o ar a temperaturas elevadas, a sauna DocolAura aquece o corpo diretamente. A radiação infravermelha atravessa a superfície da pele e atinge músculos e tecidos mais profundos, estimulando o organismo de dentro para fora. Por isso a cabine opera numa faixa mais baixa, entre 25 °C e 65 °C”, explica Christopher.

No contexto do Kur Wellness São Paulo, a prática da terapia na banheira gelada, principalmente, não aparece como desafio de resistência ou gesto performático, mas como uma ferramenta que pode ser utilizada com critério, dentro de uma abordagem mais ampla de saúde, recuperação e equilíbrio e claro, mediante orientação médica.

Como resume a Dra. Mariela Silveira, “quando corretamente indicada, a água pode ser uma ferramenta terapêutica extraordinária. O banho gelado não é uma moda do Instagram. É um conhecimento milenar que a ciência moderna voltou a compreender.” Para saber mais, o Kur Wellness São Paulo está localizado na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1825, bairro Jardim América. Saiba mais aqui.

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