
Menopausa e climatério costumam ser tratados como sinônimos, mas não são. "A menopausa é um processo específico dentro do climatério", resume a Dra. Daniele Rossi, da equipe técnica do Kurotel, ou seja, uma distinção pequena no vocabulário, mas que muda como se entende tudo o que o corpo da mulher atravessa nessa fase.
Um processo mais longo do que a palavra "menopausa" sugere
O climatério é a transição biológica entre o período reprodutivo e o não reprodutivo da vida da mulher, marcada pela redução progressiva da função ovariana. Ele costuma começar por volta dos 40 anos e pode se estender até os 65. A menopausa, dentro desse processo, é um ponto específico: a última menstruação, confirmada apenas de forma retrospectiva, depois de 12 meses consecutivos sem ciclos menstruais.
Segundo a Dra. Daniele, a confusão entre os dois termos acontece porque muitas pessoas utilizam a palavra 'menopausa' para se referir a todo o período de transição hormonal feminina, quando, na verdade, ele engloba três fases distintas: pré-menopausa, transição menopausal (ou perimenopausa) e pós-menopausa.
Na pré-menopausa, os ciclos ainda são regulares, mas já podem aparecer mudanças discretas no sono ou no humor. É na perimenopausa que as oscilações hormonais se intensificam, trazendo ondas de calor, suores noturnos, irritabilidade e ressecamento vaginal. E na pós-menopausa, que começa 12 meses após a última menstruação, os níveis de estrogênio se mantêm baixos, o que eleva os riscos de perda óssea e alterações cardiovasculares. "A intensidade e a duração dos sintomas dessas fases variam amplamente entre as mulheres", pontua a médica.
Sintomas afetam cada mulher de um jeito diferente
Fogachos, distúrbios do sono, perda de massa óssea e muscular, redistribuição de gordura para a região abdominal, instabilidade de humor: a lista de mudanças físicas e emocionais do climatério é longa, mas nem todas as mulheres sentem o mesmo grau de intensidade. "Cada organismo reage de forma única à queda dos hormônios, principalmente do estrogênio, que funciona como um 'combustível' para várias funções do corpo", explica a Dra. Daniele, e essa sensibilidade varia de acordo com fatores genéticos e o estilo de vida de cada mulher.
É esse mesmo mecanismo que explica, por exemplo, por que o sono costuma ser um dos primeiros pontos afetados: a queda do estrogênio interfere na produção de melatonina, o que pode levar à insônia fragmentada por fogachos noturnos e à fadiga crônica que vem em seguida. A médica explica que a perda de energia, por sua vez, combina esse sono não reparador com a perda de massa muscular e a queda da testosterona circulante, um efeito em cadeia que ajuda a explicar por que o cansaço nessa fase costuma ser diferente de um cansaço comum.
O estilo de vida como principal ferramenta de manejo
Se a biologia da transição hormonal não pode ser evitada, a forma como o corpo a atravessa pode, sim, ser trabalhada, e é aqui que a Dra. Daniele é mais enfática: "o estilo de vida é o principal aliado da mulher no climatério, funcionando como um modulador dos sintomas".
Na prática, isso passa por alimentação, treino de força e manejo do estresse. Uma dieta rica em fibras, proteínas de qualidade e gorduras boas, e livre de ultraprocessados, mantém a glicemia estável e reduz a inflamação, o que impacta diretamente a frequência dos fogachos.
O treino de força, por sua vez, "não só evita a perda de massa magra (sarcopenia), como protege os ossos contra a osteoporose e melhora a sensibilidade à insulina", segundo a Dra. Daniele. O cortisol elevado por estresse crônico também entra na equação: pode agravar tanto a insônia quanto as ondas de calor, o que reforça a importância de cuidar do sono e do manejo emocional nessa fase.
Como o Kurotel pode ajudar
A mensagem da Dra. Daniele para quem sente ter perdido o controle sobre o próprio corpo nessa fase é direta: "o que a mulher sente é real e biológico, e o controle do seu corpo não foi perdido definitivamente." Ou seja, o climatério não deve ser encarado como o fim da vitalidade, mas como um período que pede novas estratégias de cuidado, com compromisso com um estilo de vida saudável e suporte médico especializado.
É esse conjunto de hábitos que o Método Kur com foco em Menopausa organiza de forma estruturada: gastronomia com alimentos naturais e orgânicos, atividade física combinada a momentos de relaxamento, e uma avaliação multidisciplinar que inclui exames genéticos para direcionar o estilo de vida de acordo com as predisposições de cada mulher.
Os cuidados podem ser feitos em Gramado, através da imersão residencial completa, com equipe multidisciplinar acompanhando cada etapa; no Kur Wellness São Paulo, por meio de consultas médicas e nutricionais Kur avulsas, para quem busca continuidade ou o primeiro passo desse cuidado na rotina da capital.

Dra. Daniele dos Santos Rossi - Formada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em 2018, e pós-graduada em Dermatologia Clínica pelo Instituto Brasileiro de Ciências Médicas (IBCMED) em 2022 - CREMERS 45962