Não basta viver mais, é preciso viver melhor

Por Kátia Stringueto da Revista Bons Fluidos e Luís Carlos Silveira fundador do Kurotel

 

Como já sabemos, estamos vivendo mais. Em 1982, a expectativa de vida do brasileiro era de 61,8 anos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Hoje, falamos em 74,6 anos, segundo esse mesmo órgão. Por causa do aumento da expectativa de vida, o Brasil chegará a 2025 sendo o sexto país mais longevo do mundo, segundo o World Health Statistics, de Genebra. (…) Imagine usar a atual tecnologia e as próximas, que chegarão em breve, em prol da biologia que já nos permite viver mais tempo. Sabemos que existem áreas que prometem grande alento a diversas doenças, como as terapias de reparo ao DNA e ao RNA, a nanotecnologia, a modulação hormonal segura, a terapia com células-tronco, a reposição de nutrientes, a interface digital para cérebro e vísceras ou membros biônicos, entre tantas outras possibilidades. Não se discute, portanto, a capacidade da ciência nos manter vivos por um impressionante período de tempo no futuro. Contudo, ainda não é suficiente para que tenhamos uma vida com qualidade.

O que percebemos é que os aspectos que caracterizam uma pessoa longeva estão muito próximos da natureza, aqui entendida como o cultivo de hábitos alimentares saudáveis, atividades físicas, bom humor, capacidade de ser flexível e de se adaptar a novas situações etc. É claro que há indivíduos que manifestam esses traços com mais intensidade, mas é perfeitamente possível trabalhar e estimular essas características em todas as pessoas. O primeiro passo é que a própria pessoa acredite nela mesma, que ela se sinta capaz de mudar seus hábitos e abandonar os “pensamentos mágicos”, de que alguém, um médico, ou algum remédio será capaz de fazer isso por ela.