11 de outubro: Dia Nacional da Prevenção a Obesidade

A osteoartrite ou artrose é uma doença crônica, caracterizada por degeneração da articulação (cartilagem articular, ossos, músculos e ligamentos e sinóvias) gerando dor e rigidez à movimentação, sendo mais comum em mulheres acima de 65 anos. Devido esses fatos, os indivíduos que apresentam artrose apresentam dificuldades funcionais, especialmente na locomoção. A osteoartrite tem a característica de afetar as articulações do quadril e joelho, preferencialmente, por serem articulações que suportam o peso. Mas estudos recentes mostram que a osteoartrite não possui apenas características mecânicas, pois tem aumentado o índice da doença em articulações que não possuem características de suporte, como as mãos.

O excesso de peso é um fator causante e agravante para o desenvolvimento de osteoartrite. Estudos mostram que a articulação do joelho sofre forças de impacto de seis vezes o peso corporal. Esse dado aponta que quanto maior o peso corporal, maior a propensão do surgimento de osteoartrite e maior as limitações funcionais do indivíduo. Além disso, o tecido adiposo é um órgão que libera alguns fatores ao nosso corpo, como a adipocitocina. Essa substância leva a um aumento de processo inflamatório e degeneração da matriz na articulação. Quanto maior a quantidade de tecido adiposo, maior a concentração de adipocitocinas. Isso justifica articulações que não recebem carga também serem alvos de osteoartrite. Por isso a importância da manutenção do peso através de exercícios orientados.

Fisioterapeuta Jaqueline de Souza Correa

Dia 26 de abril – Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial.

Hoje é o “Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial”, data muito importante em termos de saúde para toda a sociedade.

A Pressão Arterial é a força causada pela contração do coração e das paredes das artérias para impulsionar o sangue por todo o corpo, a fim de fornecer oxigênio e nutrientes para o funcionamento do organismo. A Hipertensão Arterial acontece quando a nossa pressão está acima do limite considerado normal, que, na média, é máxima em 120 e mínima em 80 milímetros de mercúrio, ou simplesmente 12 por 8. Valores inferiores a 14 por 9 podem ser considerados normais a critério médico. Estes valores são obtidos através de aparelhos como o tensiômetro ou esfigmomanômetro e podem ter uma variação relativamente grande sem sair dos níveis de normalidade. Para algumas pessoas ter uma pressão abaixo de 12 por 8, como, 10 por 6, é normal. Já valores iguais ou superiores a 14 (máxima) por 9 (mínima) são considerados como hipertensão para todos.

Pessoas com familiares hipertensos, ou ainda, as que consomem muito sódio (sal), acima do peso, que tenham elevado consumo de álcool, pessoas diabéticas e as que não possuem hábitos alimentares saudáveis, têm maior risco de desenvolver a hipertensão. A doença atinge mais mulheres do que homens, chegando a mais de 50% na terceira idade e a 5% em crianças e adolescentes.

Sabe-se que cerca de 300 mil brasileiros morrem anualmente devido a hipertensão. São 820 mortes por dia, 30 por hora, 1 a cada 2 minuto. Doenças cardiovasculares, matam duas vezes mais do que o câncer, três vezes mais do que acidentes, seis vezes mais do que infecções, incluindo a aids.

As causas são diversas e multifatoriais como sobrepeso e obesidade, hereditariedade e histórico familiar, má alimentação, maus hábitos como tabagismo e excesso de ingestão de álcool, excesso de sódio, além de algumas particularidades como a Síndrome da Apneia do Sono (despertares noturnos, ronco e sonolência durante o dia). A má adesão ao tratamento também se destaca como um problema, pois cerca de 80% dos hipertensos não tomam a medicação corretamente, o que reduz a expectativa de vida em até 16 anos.

A pressão alta é um mal silencioso. A ausência de sintomas atrapalha o diagnóstico e ele, muitas vezes, só é feito quando há complicações mais sérias. A melhor maneira de descobrir se é hipertenso é verificando a pressão com regularidade de, no mínimo, uma vez por ano e a adoção de hábitos saudáveis podem evitar que a doença venha a se instalar.

 

Dr. Renato Kalil F. Uehbe  – Médico do Exercício e do Esporte do Kurotel

Let’s move!

Michelle Obama se une a cantores para lançar um álbum em sua campanha contra a obesidade infantil. São 19 faixas musicais que reúnem artistas como Jordin Sparks, Ashanti, DMC e o guitarrista Nils Lofgren da E-Street Band. Tudo pela campanha “Let’s Move” (“Vamos nos mexer”). Com músicas pop, hip-hop e country, o álbum “Songs for a Healthier America” (Canções para uma América Mais Saudável) quer atingir crianças do ensino fundamental ao médio. A primeira-dama norte-americana pretende convencer crianças e adolescentes a melhorarem os hábitos alimentares com canções como “We Like Vegetables” (“Nós gostamos de vegetais”), “U R What You Eat” (“Você é o que come“) e “Veggie Luv” (algo como paixão vegetal). Para produzir o álbum, Michelle conquistou o apoio das organizações Partnership for a Healthier America e Hip Hop Public Health. De acordo com dados da Let’s Move, o número de crianças obesas nos Estados Unidos triplicou nos últimos três anos e, atualmente, cerca de uma criança em cada três é obesa. No CD, Michelle aparece apenas em um breve discurso e não se arrisca ao microfone.

Aula de Danca