Trabalhe seus músculos, eles refletem diretamente em sua saúde

Por anos, quando se falou nas funções dos músculos para o corpo humano, as primeiras respostas que vinham à mente costumavam ser: sustentação do esqueleto, postura, movimento e locomoção. Outras funções nobres são de uma ciência mais recente. Através do desenvolvimento da fisiologia e bioquímica do exercício foi descoberto que o músculo tem um papel endócrino, ou seja, produtor de substâncias, chamadas miocinas, que têm funções sinalizadoras do metabolismo, muito semelhante a hormônios.

Os estudos indicam que durante o exercício o corpo humano produz tais substâncias em resposta à contração muscular, promovendo ação anti-inflamatória e estimulando a redução da gordura visceral. Outras ações já documentadas são o aumento da sensibilidade à ação da insulina e melhora da função pancreática, ou seja, efeitos que melhoram condições como diabetes e obesidade. Em contrapartida, salienta Pedro Paulo Prudente, médico do Esporte (CREMERS 040921 – RQE 28340) da Equipe do Kurotel, que no indivíduo sedentário temos justamente o oposto. “A inatividade física por si, independentemente de peso corporal ou alimentação, já é um fator de risco aumentado para doenças cardiovasculares, depressão, demência e alguns tipos de câncer. Logicamente, todo o contexto de variáveis são determinantes para o desfecho dessas enfermidades, porém, temos que reconhecer que o sedentarismo é um fator de risco independente e que associado aos outros elevam as chances dessas enfermidades que têm fundamento em inflamação crônica”.

Atualmente, quando é feita a análise da composição corporal de um indivíduo, uma das principais variáveis a ser considerada é a massa magra. “Quando se avalia uma pessoa que deseja emagrecer não podemos olhar apenas a massa gorda. A relação entre massa magra e massa gordurosa deve ser avaliada e quantificada para discernimento da composição e metabolismo”, frisa o médico do esporte. Dessa forma, tanto dieta quanto exercícios podem ser direcionados.

Segundo Pedro Paulo Prudente, a massa muscular tem o papel importante de elevar a taxa metabólica basal, ou seja, o quanto de energia nosso corpo gasta em repouso. Quanto mais músculos, mais nosso corpo gasta energia, mesmo em um dia que o indivíduo não realizar grandes esforços. Sabemos que o envelhecimento, principalmente em indivíduos inativos fisicamente, cursa com redução lenta e gradual da massa muscular. “Dessa forma, podemos compreender por que na medida em que envelhecemos notamos nosso ‘metabolismo desacelerar’ e é cada vez mais comum ouvirmos em consultórios de médicos e nutricionistas o mesmo teor de conversa: ‘como pouco e ainda assim engordo’. Muitos apelam para termogênicos, dietas milagrosas e até terapia com hormônios para emagrecer, quando o cerne do sucesso do controle do peso está na melhora da composição corporal, do incremento da massa muscular, aumento do gasto calórico aliada a uma dieta equilibrada e com boa distribuição de nutrientes”.

Estudos recentes indicam que os exercícios resistidos (musculação) têm resposta mais efetiva para melhora da composição corporal (emagrecimento). Se há algum tempo se falou em zona de queima de gordura e aeróbicos contínuos de baixa intensidade para emagrecer, hoje a ciência vem provando o contrário. Exercícios com foco em hipertrofia (aumento da massa muscular magra), associação de aeróbicos intensos, intervalados e em curtos períodos têm melhor benefício em melhorar a composição corporal.

O médico explica que isso não quer dizer que apenas a musculação tem o papel de ativar essa cascata de sinalizadores (miocinas), mas toda forma de exercício. “Quando o indivíduo abandona o sedentarismo, desperta o tecido muscular a produzir miocinas reguladoras do metabolismo. O ideal numa prescrição de exercícios, feita pelo educador físico, de modo geral, é sempre a associação das duas formas: trabalhos resistidos (musculação, fortalecimento muscular) com aeróbicos (caminhada, corrida, bicicleta, dança, etc). Vale lembrar que a individualidade do treinamento é palavra-chave, fundamental nesse contexto, logo ajustes específicos dos exercícios devem ser feitos pelo professor de educação física, fisioterapeuta em conjunto com o médico do esporte, respeitando enfermidades, limitações e demandas que cada um possa apresentar”.

Mais de 60 motivos para praticar exercícios físicos

Muitas vezes você tem vontade de iniciar e não encontra tempo em sua agenda, deixando o início do exercício físico para depois. Ter tempo na agenda é somente uma questão de organização e os benefícios serão sentidos, dia após dia.

Veja agora 60 motivos para realizar exercícios físicos e sair do sedentarismo, ainda hoje: 140610-kur-material-2014-0405

  1. Melhora do equilíbrio musculoesquelético, (musculatura agonista x antagonista)
  2. Aumenta a força dos ligamentos e tendões
  3. Melhora da capacidade cardiovascular: hipertrofia cardíaca, • cavidade ventricular (aeróbio), • parede ventricular (anaeróbio), • volume de ejeção, • volume sanguíneo e hemoglobina, • consumo máximo de O2, • ventilação pulmonar, • limiar aeróbio, • volumes pulmonares, • eficiência respiratória e difusão alvéolo capilar
  4. Redução da pressão arterial, • do tono parassimpático (acetilcolina), • do tono simpático (adrenalina), • da FC cardíaca, • da resistência periférica
  5. Melhora das doenças respiratórias
  6. Diminui a intensidade e a frequência das crises de asma
  7. Diminuição LDL colesterol (ruim)
  8. Aumento HDL colesterol (bom)
  9. Redução dos níveis de homocisteína
  10. Redução de proteína C reativa
  11. Redução de processos inflamatórios
  12. Redução de triglicerídeos
  13. Melhora da oxigenação tecidual
  14. Redução da esteatose hepática
  15. Diminuição de ateromas
  16. Redução das chances de câncer
  17. Redução das chances de metástases
  18. Melhora do prognóstico em relação ao câncer e tempo de sobrevida
  19. Redução da sintomatologia de doenças autoimunes
  20. Redução de chances de infarto, • irrigação do músculo cardíaco
  21. Diminuição chances de AVC
  22. Redução trombose venosa profunda
  23. Controle glicêmico
  24. Redução da resistência à insulina
  25. Melhora do Diabete
  26. Melhora sintomas do climatério
  27. Redução da constipação intestinal
  28. Melhora sintomas da andropausa
  29. Maior abandono ao tabagismo
  30. Menor fissura pelo tabaco
  31. Menor chance de começar a fumar
  32. Maior abandono ao uso de drogas
  33. Maior abandono ao abuso de álcool
  34. Melhora da autoestima
  35. Aumenta produção de endorfinas
  36. Melhora da postura
  37. Melhora da habilidade e interação social
  38. Melhora da habilidade comunicativa em deficientes auditivos e visuais
  39. Melhora da adaptação em crianças autistas
  40. Melhora da estética
  41. Redução da lipodistrofia (celulite)
  42. Redução do percentual de gordura corporal
  43. Aumento da massa muscular
  44. Hipertrofia muscular seletiva: • fibra do tipo I (aeróbio) e do tipo II (anaeróbio)
  1. Aumento da força muscular
  2. Redução de incontinências urinária e fecal
  3. Aumento da massa óssea
  4. Redução de dores crônicas
  5. Melhora dos sintomas de fibromialgia
  6. Diminuição de crises de enxaqueca
  7. Aumento da imunidade
  8. Redução de resfriados e inflamações de vias aéreas superiores
  9. Redução de edema de membros inferiores
  10. Redução de sintomas de déficit de atenção e hiperatividade
  11. Melhora da qualidade do sono
  12. Aumento das ondas alfa
  13. Melhora da memória espacial
  14. Redução dos níveis de cortisol
  15. Redução dos sintomas de ansiedade
  16. Melhora dos sintomas de depressão
  17. Aumento da percepção positiva frente à vida
  18. Melhora das condições materno-fetais
  19. Redução de depressão pós-parto
  20. Melhora do desempenho e satisfação sexual