O simples é complexo!

Em uma sociedade tão competitiva e com o número de informações instantâneas, que os recursos tecnológicos informam,cada vez mais, existe a necessidade de ter momentos para: refletir, respirar e parar por alguns minutos.

O corpo fisiologicamente necessita do descanso. Muitas pessoas queixam-se de estresse, cansaço, insônia, ansiedade, depressão; males da sociedade contemporânea. A grande questão para refletir é: o que gera tudo isso?

Então, como o mundo está automatizado, parece que os seres humanos criaram para si a necessidade de estar em constante ebulição e cobram-se para serem tão rápidos, quanto à informação; escravizando-se com os recursos tecnológicos mais modernos. Por isso, existe a necessidade de termos placas nos estabelecimentos do tipo: “Por favor, desligue o celular” ou “Pedimos a colaboração de deixar seu celular no modo silencioso”.

Da mesma maneira que a tecnologia nos auxilia, ela escraviza. O corpo é ensinado a estar em constante processo de aceleração sem momentos para desarmar. Começa, então, a travar uma luta no organismo, interpretando que está pronto para atacar e defender, dessa maneira pode iniciar a insônia. O sono, nada mais é, que o momento de desarmar, o momento de estar desprovido de qualquer proteção. Como vou desarmar, se o corpo está treinado para a luta?

Ao passo que não durmo sinto maior irritabilidade ao longo do dia, tenho a tendência a comer de maneira desorganizada, estou cansado, utilizo café para manter-me acordado, diminuo o poder de concentração e produtividade, consequentemente autoestima frágil, maior ansiedade e a repetição desses fatores pode gerar o estresse. Um efeito cascata, cada peça do dominó empurra a outra.

Na contramão, disso tudo, estão coisas simples mais complexas, que o próprio ser humano pode fazer para gerenciar o seu cotidiano de maneira organizada, usufruindo da tecnologia a seu favor e não se escravizando.

Algumas orientações importantes: exercitar-se, relaxar, respirar adequadamente, alimentar-se fracionadamente e com uma dieta equilibrada, ler, trabalhar, estudar, ter momentos para si, conviver com as pessoas queridas, sorrir.

A meditação é algo milenar, existindo estudos que comprovam sua eficácia para a saúde física e mental. Engana-se quem pensa que, para meditar é necessário ser um monge tibetano. Todo ser humano, que aprende e exercita a prática pode meditar. O simples fato de estar num ambiente confortável e prestar atenção na sua respiração, com os olhos fechados, pode ser uma forma de meditar.

Estudos mostram a eficácia de, por exemplo, 20 minutos, uma ou duas vezes ao dia, de meditação diária, pode contribuir para: controle da pressão arterial, redução do risco cardíaco, diminuição das taxas de glicose, melhora da concentração, melhor gerenciamento das emoções.

O conceito de relaxamento tem a ver com estado de consciência sem alteração e você voltado para si. Necessário regularidade e repetição da prática que gostamos; por exemplo: massagem relaxante, banhos de banheira de hidromassagem, sauna, yôga.

Para encerrar a reflexão, uma conta simples: o dia tem 24 horas (1.440 minutos), 20 minutos do seu dia, é igual a 1,38% do seu tempo. A semana tem 168 horas, se você utiliza 3 horas da sua semana para exercitar-se, é igual a 1,78% do seu tempo e que trarão mais de 50 benefícios para seu corpo. O simples é complexo! Por isso, simplifique as tuas atitudes.

Psicólogo Michael Zanchet  – CRP: 07/13384

Novos 365 dias para ser feliz

O ano novo vai vir, 2018 está próximo! Nesse período as pessoas têm a tendência a fazer uma retrospectiva do que passou, com a proximidade do Natal a sociedade busca a caridade e o senso de solidariedade aumenta, possivelmente por que analisamos o ano corrido e só então nos damos conta que está próximo do fim. Tudo isso por que não somos preparados para o fim, então queremos aliviar nossa culpa.

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O convite que tenho para você é que tenha consciência de que os anos passarão e de que cada ano é composto por 12 meses, se você quer tornar o seu ano mais leve de janeiro a dezembro, cuide durante os 12 meses: do seu corpo, do seu sorriso, do espírito de solidariedade, do divertimento, da família, do amor, das amizades, da espiritualidade; dessa forma você não irá sobrecarregar o mês de dezembro com tudo aquilo que você não fez e iniciará o ano com maior bem-estar.

Um Feliz Natal e um próspero ano de 2018!

Psicólogo do Kurotel Michael Zanchet CRP: 07/13384

NEWS KUR: para meditar ao ar livre

Existem cada vez mais trabalhos científicos que embasam a meditação. Resultados que mostram que seus benefícios vão desde melhorar o controle da pressão arterial, reduzir a depressão, até aumentar o volume cerebral e reduzir o impacto do processo do envelhecimento do cérebro, entre outras.

A meditação pode ser feita de diferentes formas: sentado na cadeira, sentado no chão com as pernas cruzadas, deitado… Da mesma maneira, pode ser feita em diferentes ambientes, como por exemplo, dentro de casa, no trabalho, no avião, no carro e ao ar livre. Aliás, quando esta meditação pode ser realizada ao ar livre é ainda melhor.

Um trabalho de Bratman, 2012, mostrou que o contato com a natureza é positivo para a saúde mental por influenciar positivamente a cognição. Meditar na natureza pode ser feito de algumas formas como:

  • Procure um lugar calmo em meio a natureza. Certifique-se de que não será incomodado pelos próximos minutos.
  • Você poderá se sentar em um banquinho ou em uma pedra… ou ainda no chão. A melhor posição irá depender de sua saúde e prática. O importante é que fique confortável.
  • Em postura com coluna ereta, sentado confortavelmente com costas retas mas relaxadas ao mesmo tempo.
  • De olhos abertos, procurando não piscar, olhar olhando para baixo em ângulo de 45 graus, aproximadamente.
  • Braços/mãos podem se posicionar com as palmas tocando as pernas.
  • Procure deixar o olhar descansando na posição que escolheu.
  • Procure colocar a atenção na sua respiração. Não controle o ritmo, apenas perceba o movimento da entrada e da saída de ar no seu corpo.
  • Perceba seu corpo… veja se há algum ponto de tensão. E procure soltar este ponto de tensão durante a expiração.
  • Toda vez que um pensamento vier ou outra distração aparecer a mente, não se julgue. Apenas perceba a existência dele e novamente volte a atenção para aqui e agora.
  • Perceba a luminosidade da natureza a sua volta.
  • Perceba os sons… coloque atenção na temperatura e na umidade do ar…
  • Observe como o seu corpo se sente neste lugar… neste momento.
  • Observe, que de alguma maneira, você está integrado a esta natureza, a este ambiente… seja pelo ar que se respira, seja pelo contato do seu corpo com o meio, seja por pertencer a ele.
  • Repare que dentro do seu peito, poderá sentir uma sensação de gratidão ou de compaixão. Se isto acontecer, fique um pouco respirando este sentimento… uma espécie de amor próprio e de amor pela existência. Intensifique-o a cada inspiração e a cada expiração.
  • Vagarosamente, vá abrindo mais os olhos, mexendo a cabeça e se espreguiçando.

Acesse https://www.kurotel.com.br/vivaaexperiencia/ e baixe algumas faixas de meditação guiada para lhe ajudar com essa prática tão benéfica.

Um dia de relaxamento

O Kurotel é um Centro Médico de Longevidade e SPA, localizado na cidade de Gramado e muito procurado por quem deseja dedicar um período aos cuidados com a saúde do corpo e da mente.

O que muita gente não sabe é que o Centro também conta com opções de Day Spa! Isso mesmo! Se você não tem tempo para ficar hospedado por uma semana e mesmo assim gostaria de dedicar um tempo ao seu bem-estar, nossas opções de Day Spa podem ser uma ótima alternativa!

Você pode adquirir os pacotes fechados, ou ainda, montar o seu programa. Confira a descrição de algumas atividades:

Circuito das Águas (duração: 60min): sequência de banhos relaxantes que inclui banho de lodo, banho de sal, piscina ozonizada, fonte de gelo e ducha hidratante com espuma de uva.

Terapia Corporal Real (duração: 30min): hidratação corporal a base de manteiga de Karité, é aplicada em todo o corpo.

Massagem Suéca Relaxante (duração: 45min): massagem relaxante tradicional que visa relaxamento de áreas tensionadas.

Hidratação Facial com Fios de Seda (duração: 30min): hidratação indicada para todos os tipos de pele, com uma sequência de produtos que higienizarão a pele e farão nutrição facial.

Drenagem Linfática Corporal (duração: 45min): massagem com toques suaves e constantes para eliminação de edemas, toxinas e para suavizar dores decorrentes de inchaço corporal.

Esfoliação com sal marinho (duração: 20min): esfoliação corporal a base de sal e óleo de  massagem, fará a renovação celular, limpará os poros, além de proporcionar uma sensação de maciez da pele.

 

Dezembro: um mês dedicado a espiritualidade

Neste último mês do ano de 2017 vamos abordar como tema principal a Espiritualidade e sua relação com a saúde e a longevidade. Hoje a medicina comprova através de estudos que espiritualidade tem papel importante seja na prevenção ou até mesmo nos tratamentos de doenças. Viver melhor pode ser atribuído também à fé!

Mas afinal, o que é espiritualidade?

Moberg e Brusek (1979) propõem duas dimensões de espiritualidade, não excludentes entre si:

Horizontal:

Representada como um recurso interno e subjetivo, mobilizado pela experiência de doação, de fraternidade, através do contato mais íntimo consigo próprio, com a natureza, arte, poesia, ou quaisquer ideais visando bem-estar social, a solidariedade, o cuidado, a tolerância, entre outros.

Vertical:

Caracterizada por um movimento em direção a Deus, a um Poder Superior.

A Espiritualidade em nossas vidas

Segundo cientistas da Universidade Duke, a espiritualidade tende a influenciar as pessoas a enfrentarem doenças. Foi comprovado também que pessoas que oram ou cantam músicas religiosas, obtêm o fortalecimento do lobo frontal, parte do cérebro que ativa o sistema imunológico. Para chegarem a esta conclusão, os cientistas fizeram estudo com quase 10 mil pessoas, sendo que 42% delas ajudaram a comprovar que a sobrevida estava relacionado à sua fé.

A espiritualidade tem tido tantos estudos que cientistas também já afirmam dizer que,  já passou a ser um estilo de vida, e que vai além da crença, é uma relação de confiança, entrega e dependência a um Ser superior. Este olhar sobre espiritualidade e vida saudável, contempla também os hábitos de convivência com o próximo, onde desejar o bem dos outros e não guardar rancores é considerada uma boa forma de ter uma vida com muito mais bem-estar aliado a fé diária.

É preciso acreditar na vida

Como será o futuro da medicina e espiritualidade?

Este é um tema extremamente instigante e, ao mesmo tempo, cheio de preconceitos a favor ou contra a espiritualidade. A maior parte das pessoas tem ideias formadas sobre o assunto, normalmente iniciadas desde o berço e construídas ao longo do tempo, baseado nas informações disponíveis daquele contexto cultural. Debatendo a questão da espiritualidade e sua influência na saúde e longevidade, percebi que não é difícil se entrar na dicotomia do ceticismo intolerante ou da aceitação ligeira. Como diz Almeida Moreira na Revista de Psiquiatria Clínica da USP, não importa se possuímos crenças materialistas ou espirituais, atitudes religiosas ou antirreligiosas; necessitamos explorar a relação entre espiritualidade e saúde para aprimorar nosso conhecimento sobre o ser humano e nossas abordagens terapêuticas.

Agora, imaginemos um futuro pouco distante. Em um mundo onde as pessoas viverão 120 a 150 anos, a ética será uma prática ainda mais necessária para a sobrevivência da espécie. Se tudo der certo, chegaremos a ser todos velhinhos. Os mesmos recursos do mundo estarão disponíveis para pessoas que viverão mais. Haverá uma revisão da sociedade em relação às definições de hierarquia, aposentadoria, tempo de vida laboral, metas de saúde entre outros. Será preciso encontrar a harmonia como valor fundamental. Se considerarmos que o conceito de espiritualidade envolve não somente a dimensão vertical (relacionado à crença de um poder divino), como também a horizontal (relacionado ao relacionamento humano baseado na compaixão), ela passará a ter maior espaço e importância. Da mesma forma, para que as divergências entre as posições religiosas não adoeçam as pessoas, as religiões abraçarão mais a ética do que a moral.

Será atribuição (também) do médico compreender o ser humano de forma ainda mais ampla e verdadeira. Quem sabe, as ciências médicas venham a incluir na anamnese de todos os seus pacientes: “o senhor tem fé em algo?” e  “de que forma está em contato com ela?”. Uma vez que haja relevância para o paciente, na prescrição, além das outras terapêuticas convencionais, estará: “Passar 20 minutos por dia conectado a sua fé”. Ou ainda, os famosos “se necessários” que dentro da medicina sempre estão atrelados ao uso de medicação, possa ser um pouco diferente como “se necessário, quando sua pressão arterial elevar, antes de tomar a medicação, faça sua oração e então verifique novamente sua pressão arterial.” Talvez, de acordo com a evolução dos trabalhos que hoje modestamente apontam, poderá haver a recomendação formal por parte da equipe médica para que se ore por um determinado paciente. Enfim, o universo a ser explorado é grande.

 

Respeitar as crenças de uma pessoa pode representar o maior tipo de respeito de que um ser humano pode ter pelo outro. Respeitar as não crenças também. Pode representar a maximização da saúde emocional e minimização de conflitos no mundo. Tenho fé que o futuro assim será.

04 de março – Dia Mundial da Oração

Dra. Mariela Silveira – Médica Diretora do Kurotel

Longevidade e Espiritualidade

Depois dos chamados “tempos escuros” da humanidade, época em que todos os fatos relacionados à vida ou à saúde eram atribuídos aos miasmas (supostos fluidos de material em putrefação causadores de doenças e maus), a sociedade buscou o realismo científico para explicar a natureza do universo. A partir da segunda metade do século XIX, a presença do mensurável e do comparável passou a ser de extrema importância para a Medicina. Milhares de aspectos físicos, mentais e muitos dos aspectos emocionais puderam ser mapeados e acompanhados. A reação causa-efeito passou a ser a única equação aceita para justificar a saúde ou a doença, como também a vida e a morte. Entretanto, a fé era abstrata demais para um pensamento concreto e moderno. Sigmund Freud chegou a dizer que religião seria uma neurose obsessiva universal e um mecanismo de defesa imaturo. Desta forma, a fé chegou a ser ignorada ou negligenciada, para não dizer ridicularizada.

Mas isto não foi suficiente para trazer o total rompimento do homem com o mundo invisível. As tradições e as igrejas se mantiveram ativas e seguiam promovendo conforto para um aspecto essencial do ser humano. Com o passar dos anos, a ciência que tem como base o questionamento contínuo, revisou seu olhar. Passou a valorizar tudo aquilo que é importante para o ser humano e com isso também, a considerar o impacto do intangível. Nos últimos 40 anos, fé, religiosidade e espiritualidade passaram a ser razão de estudos. Os resultados são incontestáveis e surpreendentes. Viver melhor pode ser atribuído à fé. Viver mais também. Em 30 anos, houve um aumento em 600% dos trabalhos científicos publicados na área da saúde e espiritualidade. Um trabalho do Journal of the American Medical Association (JAMA) mostrou que mais da metade (56%) de 2.000 médicos entrevistados acreditam que a religião e a espiritualidade têm uma influência significativa na saúde dos pacientes. Os resultados dessas pesquisas inicialmente demonstram benefícios em relação à saúde física e emocional. Para os pacientes, esta percepção é ainda mais elevada que a dos médicos. Nos Estados Unidos, uma pesquisa feita pelo Instituto Gallup encontrou que 80% dos americanos diziam que a frase “eu recebo bastante conforto e apoio de minhas crenças religiosas” era verdadeira, sendo que a partir dos 65 anos o encontrado aumentava para 87%. Em seu livro Espiritualidade no Cuidado com o Paciente, o norte-americano Harold G. Koenig verificou que 90% dos pacientes dizem que crenças religiosas e suas práticas são importantes formas pelas quais elas podem enfrentar e aceitar melhor suas doenças físicas, e mais de 40% indicam que a religião é o fator mais importante que os ajudam nessas horas.

Quando se fala em religiões, é possível imaginar que a diversidade entre conceitos e modalidades é grande, e, portanto, compreensível se questionar a validade de diferentes metodologias aplicadas à saúde. Dessa forma, um estudo da Universidade de Georgetown revisou os artigos científicos que mostravam a relação da religiosidade sobre a saúde e encontrou que 81% mostravam benefício na cura, 15% mostravam neutralidade e 4% prejudiciais. Assim, observa-se uma reavaliação da influência da espiritualidade nas condições de vida cotidiana, incluindo-se a sua participação no processo saúde-doença, conforme artigo intitulado “O impacto da espiritualidade na saúde física” publicado na Revista de Psiquiatria Clínica. Para a Association of American Medical Colleges, “espiritualidade é reconhecida como um fator que contribui para a saúde de muitas pessoas”. O conceito de espiritualidade é encontrado em todas as culturas e sociedades. Ela é expressa nas buscas individuais para um sentido último através da participação na religião e ou crença em Deus, família, naturalismo, racionalismo, humanismo, e nas artes. A Association of American Colleges coloca como sendo fundamental para acadêmicos de medicina uma formação adequada na área da espiritualidade. “Os estudantes devem ser advertidos que espiritualidade e crenças culturais e suas práticas, são elementos importantes para a saúde e o bem-estar de muitos pacientes. Eles deverão ser advertidos que é necessário incorporar esta espiritualidade, e crenças culturais e suas práticas, dentro dos cuidados dos pacientes numa variedade de contextos clínicos. Eles reconhecerão que sua própria espiritualidade, crenças e práticas, possivelmente afetarão os caminhos de relacionamento e cuidados com os pacientes.” Mas afinal, o que é espiritualidade? Moberg e Brusek (1978) propõem duas dimensões de espiritualidade, não excludentes entre si: Horizontal – Representada como um recurso interno e subjetivo, mobilizado pela experiência de doação, de fraternidade, através do contato mais íntimo consigo próprio, com a natureza, arte, poesia, ou quaisquer ideais visando bem-estar social, a solidariedade, o cuidado, a tolerância, entre outros. Vertical – Caracterizada por um movimento em direção a Deus, a um Poder Superior.

ESPIRITUALIDADE
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