A força das emoções

O Diretor do Instituto do Cérebro e da Criatividade na Universidade do Sul da Califórnia (EUA), António Damásio investiga há 40 anos o papel do fator emocional na racionalidade humana. Entre suas principais conclusões, está a de que os sentimentos e as emoções são vitais em nossos pensamentos e decisões. “As emoções e os sentimentos são extremamente importantes na forma como guiam o nosso pensamento e o nosso comportamento.” E vai além: “É preciso compreender que não se pode ter nem mente humana nem comportamento humano sem haver corpo. São duas coisas que estão perfeitamente ligadas. E por outro lado há também o fato de que as emoções são reações que acontecem no corpo e que têm uma maneira de ser vividas, de ser experimentadas no pensamento, na mente, e é a isso que se chama sentimento. E o valor das emoções e do sentimento é muito grande, porque funcionam como uma espécie de guia, de bússola de nosso comportamento. Elas marcam momentos para que possamos recuperá-los como uma espécie de norte.”

Além disso, atualmente, novas evidências vêm apontando que a emoção pode ter papel importante para o armazenamento da memória, explica a médica geriatra do Kurotel, Evelise Silveira. Ela explica que isto faz parte do mecanismo evolutivo do ser humano e foi necessário para a preservação e proteção da espécie.

Como as mulheres podem e devem cuidar da saúde agora que estão adiando a gravidez

Atualmente as mudanças na sociedade estão gerando novos papeis para a mulher, participando de um movimento dinâmico que se alterna entre a carreira, projetos pessoais e o relógio biológico. Detentora da liberdade, inclusive aquela que permite a expressão e escolhas, podendo opinar no seu próprio planejamento de vida e familiar.

Contudo, é importante que a mulher mantenha o cuidado com sua saúde, independentemente da idade, pois há mudanças físicas e hormonais que necessitam de medidas específicas para a qualidade de vida e devem ser constantes, principalmente se há um projeto de ser mãe em um momento mais maduro de vida.

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Assim, é necessário corrigir hábitos para evitar problemas futuros, procurando manter visitas aos ginecologistas, oftalmologistas, dermatologistas, realizar exames clínicos, ter uma alimentação equilibrada e saudável, praticar exercícios físicos, ter momentos de lazer, sono reparador e cuidar da mente e das emoções.

Dra. Gislaine Bonardi – Médica Geriatra do Kurotel

Emagrecimento: reeducar é preciso!

O emagrecimento saudável ocorre através de um processo de reeducação do estilo de vida onde o indivíduo é visto como um ser total. É a resposta da troca de uma massa corporal gorda por uma massa corporal magra, ou seja, a redução da gordura e o ganho de músculos.

Existem três variáveis que influenciam no emagrecimento: o exercício físico, a qualidade e organização da alimentação e o gerenciamento emocional. O gerenciamento emocional voltado para o emagrecimento chama-se Terapia Cognitiva para o Emagrecimento e engloba três áreas: a Psicologia, a Nutrição e a Educação Física. A nutricionista elabora um planejamento alimentar personalizado, o educador físico prescreve o exercício físico e o psicólogo trabalha a influência do pensamento nas emoções e no comportamento.

O modelo cognitivo parte da premissa que ideias e pensamentos desencadeiam a emoção, que pauta uma ação (comportamento) e traz como consequência uma reação física.

Uma pessoa que faz um juízo de valor negativo de si própria e pensa que é incapaz de desempenhar uma determinada função acaba sentindo-se triste e ficando ansiosa. Caso encontre uma barra de chocolate acaba comendo, pensando: “não resisto” ou “eu mereço”. Posteriormente tem uma reação física como desconforto abdominal e sentimento de culpa.  Nestes casos o pensamento é automático e disfuncional e, muitas vezes, acontece em frações de segundos. O terapeuta ensina a reconhecer os pensamentos disfuncionais e elaborar técnicas para que o indivíduo possa responder de forma adaptativa, revertendo o pensamento, antes de ocorrer um comportamento desfavorável.

Além dessa revisão do pensamento, o psicólogo vai atuar no comportamento; abordando, assim, assuntos como: a organização do ambiente, o ritmo das refeições, a diferenciação da fome e da vontade de comer, o planejamento de uma agenda e o preparo para se pesar.

 

Emagrecer requer: a integração do corpo e da mente, comer de forma fracionada, não ter pressa, comer conscientemente e não de maneira automática, exercitar-se, relaxar, ocupar a mente com aspectos saudáveis, relacionar-se com as pessoas importantes. Em resumo, adotar um conjunto de fatores que levam a uma reeducação do estilo de vida e não somente um processo com data para acabar.

Muitas pessoas buscam resultados através de sacrifícios, com metas que têm data para acabar: “quero emagrecer para estar bem no casamento do meu filho”, “para colocar o biquíni ou a sunga no verão”. Então, quando chega a data específica acaba a motivação.

Por isso, o termo dieta talvez não seja o mais apropriado, pois vem carregado de sacrifício. A expressão reeducar, por sua vez, é mais adequada, por representar um aprendizado para uma vida saudável. A motivação, nesse caso, está na saúde.  O equilíbrio entre a alimentação – na qualidade, na quantidade e no fracionamento – juntamente com o gerenciamento das emoções e o exercício físico planejado, dará uma resposta positiva para o organismo.

Como eu posso me reeducar?

É fundamental diferenciar emagrecer de perder peso. Quem quer meramente perder peso, está querendo se autodestruir, perder saúde, músculo, osso, pele, água, tempo, dinheiro, ganhando, por outro lado, envelhecimento precoce. Já quem deseja emagrecer, busca reduzir a massa corporal gorda (gordura) e adquirir a massa corporal magra (músculo). Para isso, é necessário planejamento e requer tempo, check-up, exercício físico, alimentação saudável e trabalho emocional.

A ansiedade, os sintomas depressivos e o estresse são fortes aliados do desequilíbrio físico e emocional. Estas emoções, muitas vezes, são depositadas na alimentação. Uma boa estratégia consiste em se questionar “fome de quê?”, antes de alimentar-se, a fim de tornar o ato de comer consciente e dar a resposta adequada ao que o corpo está precisando naquele momento.

Se o sintoma é cansaço, é necessário descanso. Se o sintoma é fome, é necessária alimentação. Se o sintoma é sede, é necessária água. Se o sintoma é tristeza são necessárias caminhadas, conversas ou até mesmo o silêncio. Se o sintoma é ansiedade, é necessário relaxamento. Enfim o psicólogo baseia seu trabalho estabelecendo estratégias comportamentais. O objetivo disso é o de fazer o reconhecimento dessas emoções, exercitando a reflexão, no intuito de ensinar a lidar com esses sentimentos.

Michael Zanchet

CRP: 07/13384

Psicólogo do Kurotel – Centro de Longevidade e Spa