Ansiedade? Viva o presente!

O mundo contemporâneo é pautado pelo automático, impondo agilidade, automatização de ideias, rapidez nas informações e requerendo respostas imediatas, onde o passado e o futuro se confundem e o presente desaparece.

A ansiedade tem a ver com isso, antecipar o futuro, fazer as coisas com rapidez, sem reflexão, agir pelos instintos primitivos da impulsividade e medo de errar, pautada pela insegurança, das idealizações, que trazem consequências físicas e emocionais.

A perfeição não existe, o erro faz parte do aprendizado, a reflexão sempre pauta a melhor decisão e a dose certa de ansiedade nos impulsiona para a vida, para efetivarmos nossos objetivos, então o nível adequado nos traz benefícios.

Os dois últimos parágrafos são maneiras diferentes de ver a mesma questão, por uma ótica negativa ou positiva. Viver “armado” nos leva à ansiedade, saber o momento de relaxar, desligar, viver o presente leva a ter maior lucidez nas percepções; assim, quando necessitamos acionar o corpo para as nossas atividades, temos energia adequada, não fazendo esforço maior do que o necessário e não desequilibrando o organismo.

O nosso corpo é uma máquina perfeita, mas tem um grande comandante: o cérebro, que aciona os comportamentos e esses determinam o bom ou mal funcionamento dessa máquina. Para fazer esse equilíbrio é necessário exercitar-se, alimentar-se, relaxar, dormir, relacionar-se, estudar, amar e ser amado, ou seja, viver o presente e cada etapa de vida.

Concluindo, o passado tem duas funções: lembrar das coisas boas e aprender com aquelas que não foram tão boas, o futuro depende de hoje; por isso como já disse viva o presente, fazendo uma coisa de cada vez.

Psicólogo Michael Zanchet.

CRP: 07/13384

Orientações para enfrentar os gatilhos mais comuns

MOMENTOS DE ANSIEDADE:

No ambiente de trabalho: pegue um lápis ao invés do cigarro e planeje o que vai fazer; deixe uma garrafa de água sobre a mesa e hidrate-se; tire o cigarro de seu pensamento. Não pense em dar qualquer tragada. Se pensar, só ficará satisfeito e menos ansioso quando fumar. Seu objetivo é parar de fumar e não fumar menos; desvie o pensamento, distraia-se. Se não conseguir produzir nada, vá para casa ou dê um tempo. Amanhã será outro dia.

Em casa: beba água, não pense em dar nenhuma tragada; não mantenha cigarro nos seus esconderijos. Jogue todos fora quando começar o tratamento; procure alguém para conversar, telefone ou saia um pouco. A solidão é “amiga” do cigarro; se estiver desesperado para fumar, mastigue lentamente alguns picles (cenoura, pepino, aipo…) neste momento de “fissura”.

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CAFEZINHO:

Você pode beber chá de erva cidreira, camomila, hortelã ou outros ao invés do café. Se gostar muito de café, reduza para somente uma ou duas xícaras por dia; troque aqueles vários cafezinhos por água.

NAS FESTAS:

Se achar que vai ser muito sacrifício ir a uma festa e não beber nem fumar, não vá. Outras virão e você, há mais tempo sem fumar, poderá beber com mais tranquilidade, sem se sentir ameaçado. Não abuse das bebidas alcoólicas! Aprecie com moderação.

PERDA DE ENTE QUERIDO OU PROBLEMA GRAVE:

Cuidado! Esses momentos são críticos. Utilize os picles se estiver com desejo quase incontrolável de fumar. Não acenda cigarro e não roube qualquer tragada. Procure auxílio de algum familiar ou amigo que não fume. Telefone para seu médico ou seu psicólogo; desvie o pensamento do cigarro. Saia de perto de quem está fumando. Você tem a impressão de que se fumar vai atenuar um pouco seu sofrimento momentaneamente. Mas lembre-se: é uma ilusão! O problema não desaparecerá e você ainda acrescentará um, que é a recaída.

DIRIGINDO:

Retire os cinzeiros do carro. Coloque saches com aromas agradáveis. Peça que não fumem no seu carro.

FOME INCONTROLÁVEL:

Se você tem a impressão de estar faminto mesmo após ter se alimentado, beba água. Se não passar, use os picles.

APÓS A REFEIÇÃO:

Levante da mesa, escove os dentes, mastigue alguma coisa como cravo, por exemplo.

Viva com mais saúde!

 

A angústia da perda familiar

A perda de um ente querido sempre é traumática. Não fomos projetados para morrer, buscamos explicações e esperança na fé, sabemos da finitude, mas não estamos preparados para tal acontecimento.

Temos potencial para sobreviver às perdas, mas devemos avaliar em que circunstâncias isto ocorreu, considerando que as perdas inesperadas e/ou de um filho (a) são as mais difíceis, uma vez que um piscar de olhos não se tem mais a presença física daquela pessoa e/ou se inverte a lógica natural da vida, onde quem gera o enterra também.

Os rituais foram criados para auxiliar nesse processo, o velório, a religiosidade, a presença dos amigos e familiares, juntamente com o tempo para o trabalho da dor, que inicialmente é a angústia do vazio, onde é necessário sentir, chorar e colocar para fora o sentimento. Por este motivo, o importante não é conversar ou passar uma mensagem para quem está sofrendo a perda, mas sim acolher, abraçar, escutar, dar afeto e confortar o choro.

Com o passar dos dias é importante auxiliar no processo de orientação e organização desse novo contexto de vida, onde aquela pessoa não estará mais presente, bem como nas implicações práticas da vida, que podem envolver questões legais, econômicas e burocráticas.

Em casos de perda, o apoio psicológico é fundamental, pois o profissional da área dará o suporte necessário para gerar força neste momento. Esta dor é como uma ferida que está inflamada e necessita limpeza e sutura. Mexer nela dói, mas com certeza assim ela irá cicatrizar. A marca e a saudade serão eternas, principalmente nos momentos que remetem a lembranças passadas. As boas irão alimentar a alma e as ruins gerar ainda mais dor e pesar.

O melhor remédio é o tempo e o conforto para quem está passando por este momento. Incentivar a chorar se tiver vontade, sorrir se tiver vontade, sair e se distrair se tiver vontade. Tudo isso pode auxiliar na cura do luto.

Psicólogo do Kurotel Michael Zanchet

 

Estresse: trilhando entre o físico, o emocional e o tratamento!

O estresse tem a ver com percepção, toda vez que percebemos uma situação de perigo e/ou ameaça, real ou imaginária, o organismo se adapta para enfrentar; a essa adaptação chamamos de estresse: descarga de adrenalina, baixa as taxas de oxigênio, aumento do ritmo cardíaco, sudorese, tensão muscular, pupila dilata, estou pronto para atacar e/ou me defender.

Nas situações que realmente necessito de enfrentamento, chamamos de uma reação positiva, por exemplo: vou atravessar a rua e vem um carro em alta velocidade e eu corro para fugir; sou impulsionado pelo estresse positivo. Agora, quando interpreto que vou enfrentar um “leão” e no momento é uma “formiga”, acometo o organismo de uma sobrecarga de energia desnecessária, chamamos de um estresse negativo.

Na repetição crônica de percepções inadequadas, começa a desequilibrar o corpo, tendo malefícios físicos e psicológicos em decorrência do estresse. Pode-se citar alguns sintomas que são característicos do estresse crônico: ansiedade, insônia, tristeza, cansaço, taquicardia, hipertensão, problemas gastrointestinais, depressão, dor nas costas, cefaleia.

O mais importante é descartar todas as possibilidades clínicas para estabelecer um tratamento psicológico; não é incomum receber clientes no consultório, encaminhados pelo Médico Cardiologista, com todos os exames cardiológicos adequados, mas com sintomas: hipertensão, taquicardia, sensação de desmaio, insônia; provenientes do corpo somatizar questões emocionais.

Avaliando o cliente, muitas vezes, são traumas passados que a pessoa revive em outras situações e o cérebro interpreta de maneira equivocada, armando no organismo um estado de alerta e perigo. Costumo fazer uma metáfora, digamos que tenha sobrevivido a uma guerra depois de três meses na batalha, retorno ao meu cotidiano e para um lugar tranquilo, naturalmente o cérebro necessita um período de adaptação, num primeiro momento irei ficar olhando para os lados, desconfiado, talvez reviva algumas situações que sinta perigo, mas que não são daquele momento presente e sim dos fatos passados.

No tratamento é importante a avaliação do Médico Psiquiatra para ver a necessidade de farmacologia e a psicoterapia para analisarmos as disfunções cognitivas, pois é na reinterpretação das novas situações e elaboração dos traumas passados internalizados, que vai se estabelecer um novo padrão de ideia, de pensamento e assim elaborar os conflitos emocionais; dessa maneira aos poucos os sintomas vão perdendo função. Como técnicas complementares e fundamentais ao tratamento cito e reforço à importância dos exercícios físicos e das técnicas de relaxamento (massagem, exercícios de respiração diafragmática, yôga, meditação).

A grande relevância da avaliação clínica do Médico é que nos dá a certeza de que esse cliente não tem nenhum risco clínico, pois o profissional e seus exames vão nos dar essa normativa, podendo focar totalmente no componente emocional.

Psicólogo do Kurotel Michael Zanchet

 

Estilo de vida saudável para executivos

O mundo corporativo é, cada vez mais competitivo e executivos necessitam de inovação permanente para permanecerem no mercado, o que gera uma grande pressão entre os profissionais envolvidos nas suas metas, responsabilidades e sustentabilidade dentro desse jogo. Fatores como estresse, ansiedade, déficit de memória, depressão e problemas clínicos de saúde não são incomuns nesse segmento, o que pode dificultar o raciocínio e o bom desempenho nas atividades de trabalho. Perdem todos, o executivo que percebe seu desempenho aquém do que ele tem capacidade, a empresa e o consumidor final.

Nessa linha de pensamento, o Kurotel, através do programa Controle do Estresse e da Ansiedade, busca auxiliar os executivos (e demais profissionais que apresentam as características citadas), e tratar esses profissionais de maneira integrada, a fim de que através de um diagnóstico possa reeducar seu estilo de vida e trazer como benefícios o aumento de sua capacidade profissional e o seu bem-estar físico e mental. O executivo passa por avaliações com médico, psicólogo, fisioterapeuta, nutricionista, educador físico e dentista, para o diagnóstico do que está positivo e o que está negativo no seu estilo de vida.

Após passar por essa etapa, a equipe transdisciplinar prescreverá o tratamento adequado e personalizado para reeducar sua maneira de viver. A psicologia irá avaliar o cliente trabalhando variáveis como os níveis de estresse, de ansiedade e de sintomas depressivos, a memória, a qualidade do sono e a organização da rotina, enquanto as outras áreas farão o trabalho de bem-estar físico e clínico.

A ansiedade, o estresse e os sintomas depressivos são percebidos através da Avaliação de Estresse. Essa avaliação consiste na compreensão de dados clínicos que podem gerar o estresse negativo. Em uma segunda parte, será feita uma compreensão dinâmica do caso, uma psicoeducação do que é estresse e orientação de modificações de percepções e padrões de comportamentos, baseados nos resultados das escalas psicológicas e dados clínicos colhidos nas observações e entrevistas.

Dificuldade no sono é bem comum entre grandes executivos. Para esta correção existe a Higiene do Sono, que consiste na identificação dos comportamentos do cliente ao longo do seu dia e a características da insônia.

Outro fator de maior prevalência e preocupação da atualidade é a obesidade, tendo influência direta nos hábitos de saúde, estresse e alteração do metabolismo. Para esta questão a Terapia Cognitiva para Emagrecer, estruturada na teoria Cognitivo-Comportamental auxilia na melhora global do executivo, pois se baseia na maneira como as pessoas pensam e de qual forma isto afeta o que elas sentem e fazem.

Para um estilo de vida saudável em executivos, o Kurotel orienta o trabalho transdisciplinar, onde a medicina identificará causas da obesidade, investigando e tratando possíveis interferências endocrinológicas e metabólicas. A psicologia terá o enfoque nas emoções e nos padrões de comportamentos, estabelecendo com o cliente novos padrões de pensamento e auxiliando no processo de reorganização do estilo de vida, através de técnicas cognitivas e comportamentais. A nutrição trabalha o conteúdo, a quantidade e a organização da alimentação. E o educador físico realiza o planejamento da frequência e indica a melhor atividade física. O trabalho da equipe transdisciplinar visa ter como consequência final a redução e a manutenção do peso num processo de reeducação do estilo de vida de forma saudável.

Outra questão relevante é a memória. Esta é o grande carro-chefe para o emprego da capacidade intelectual e criativa na vida pessoal e profissional. A ansiedade, o estresse, a depressão e o cansaço têm influência na capacidade de memória de cada pessoa. Dessa forma, muitas vezes as queixas de memória, por exemplo, são tratadas através do gerenciamento do estresse, da ansiedade ou tratamento adequado para depressão. Isso reafirma ainda mais a convicção de a equipe do Kurotel trabalhar de forma integrada.