Podemos chamar de microbioma o conjunto de micro-organismos vivos (bactérias, fungos e protozoários) e dos seus genes, que podem interagir com o nosso próprio genoma (DNA). O microbioma mais estudado até o momento é o do intestino.

Diversos estudos em humanos e em animais, mostram que a microbiota intestinal é um fator determinante para o sobrepeso e para a obesidade, pois tem um papel importante na regulação das funções metabólicas, e sabe-se que a composição da microbiota do intestino é influenciada pela alimentação.

Uma alimentação baseada em carboidratos refinados, doces, gorduras saturadas e gorduras trans, altera a microbiota bacteriana, sendo que, esta passa a ser composta principalmente por bactérias gram negativas. Os estudos mostram que a obesidade, e os seus distúrbios metabólicos associados, podem sofrer alterações específicas na composição e função do microbioma do intestino humano, gerando modificações no balanço energético, prejudicando a utilização de energia a partir da alimentação e influenciando os genes que regulam o armazenamento de energia.

A composição do microbioma intestinal é muito variável, e pode ser modulado por vários componentes nutricionais. Por isso, ter uma alimentação saudável é fundamental, pois com a alimentação podemos modificar a microbiota do intestino, facilitando a perda de peso ou impedindo a obesidade.