É possível identificar indícios de uma doença que ainda nem se manifestou, cujos sintomas ainda não foram externalizados. Em prática adotada pelo Kurotel, a Termografia Infravermelha permite mapear o corpo humano distinguindo áreas de diferentes temperaturas. Este  exame por imagem de alta sensibilidade, não invasivo, sem radiação e sem contraindicações, é capaz, inclusive, de auxiliar ao profissional da área médica observar, muito precocemente, sinais inflamatórios de vias aéreas, mesmo antes de a pessoa referir sintomas. Em medicina preventiva, isso é um excelente aliado. E de medicina preventiva o Kur entende.

Desde 2012 o Kur utiliza a Termografia Infravermelha como método complementar de diagnóstico por imagem. Mas foi em 1996, que o centro de saúde começou a estudar pioneiramente no Brasil essa tecnologia, quando o médico e seu fundador Luís Carlos Silveira trouxe da Alemanha o conhecimento termográfico (CRT – Termografia de Regulação Computadorizada).

Atualmente, alguns aeroportos, como na China, EUA e Argentina, estão utilizando essa tecnologia para verificar indícios de uma possível infecção. “A comunidade científica tem se unido para trocar informações e estatísticas, e estudar, com profundidade, o COVID-19 e em breve pesquisas deverão ser publicadas a respeito”, aponta Dra. Mariela Silveira, diretora médica do Kurotel.

Segundo a médica, são necessários trabalhos científicos para uma compreensão mais aprofundada do tema, mas ela sugere que o exame deveria ser avaliado pelas autoridades como uma alternativa a ser utilizada em termos de saúde pública para screening e minimização do problema no Brasil.

Visão sempre pioneira

A Termografia foi o tema – mais atual do que nunca – de reportagem principal da revista Kur em 2013. E além da matéria de capa da edição, a médica nutróloga Mariela Silveira assinou um artigo no qual já alertava que a Termografia seria uma importante ferramenta para se evitar uma epidemia intercontinental.

 “Quiçá servirá de triagem epidemiológica em campanhas de vacinação. Provavelmente, poderá evitar o aparecimento de dor crônica e intensa, uma das piores situações que uma pessoa pode viver. Talvez no futuro, com maior informação e segurança, possa ser ainda mais difundida, como objeto de interação entre comunidade leiga e comunidade médica. Quem sabe, daqui a muitos anos, a própria professora, ao invés de ter um termômetro, possa ter uma câmera de infravermelho para verificar seus alunos na escola e encaminhar para mãe e médico caso algum deles tenha alteração. Talvez possa ser rotina para identificar uma pessoa infectada em aeroportos e se evitar epidemia intercontinental”, antecipou Mariela, em 2013.

A realização do exame

O exame de Termografia consiste em uma sequência mínima de 38 fotos com o cliente, em uma sala de temperatura controlada. O equipamento é uma câmera que capta imagens da superfície da pele, que se diferenciam entre si de acordo com a temperatura da região. Tem a capacidade para avaliar até um décimo de grau centígrado e ainda mais.

Cada área da pele se comunica com um determinado órgão, articulação ou músculo, através do sistema nervoso. Quando há alguma alteração nestas estruturas, o exame acusa a ocorrência de temperaturas anormais para a região.

As imagens devem ser analisadas e laudadas por especialistas.


Leia abaixo o artigo completo de Dra. Mariela Silveira, escrito em 2013 e mais atual do que nunca:


Visão do Futuro: Está ficando quente

” Vendo a Medicina como um intrigante quebra-cabeça, encontramos mais uma peça chave para a compreensão do mecanismo equilíbrio-desequilíbrio de saúde. Está ficando quente. Está ficando mais próximo. Respeitando o entendimento fisiológico, demos mais um passo em direção à possibilidade de tratamento e promoção de saúde.

Apesar de termos aumentado a capacidade de fazer previsões e prognósticos para o futuro, o que aconteceu especialmente devido ao aumento do lobo frontal ocorrido no processo evolutivo nos últimos dois milhões de anos, ainda assim, nosso sistema de reconhecimento, às vezes, custa a admitir aquilo que está no campo da probabilidade. De uma forma geral, o ser humano tem mais facilidade em perceber aquilo o que já ocorreu, o que é visível, palpável e concreto. É por isso que falar em prevenção ainda é um desafio.

Quando conseguimos trabalhar de maneira concreta e mensurável para mostrar alterações muito precoces no nosso organismo, aquelas que ainda não foram percebidas ou sentidas, avançamos na história da medicina. Isso ocorreu muitas vezes como na análise bioquímica, no reconhecimento de micro-organismos patológicos, em exames de imagem. Imaginemos ou não, quem nos ensina agora é o calor. A temperatura do nosso organismo, já mencionada em 420 a.C. por Hipócrates como um instrumento diagnóstico importante, parece ter sido pouco lembrada ao longo da história da Medicina. Agora, a temperatura volta a ser valorizada, muito além daquela medida pelo termômetro na axila. Mais do que a temperatura corporal global, cada órgão e sistema expressa sua saúde através do frio e do calor. O corpo traz a informação de algo que já pode ter produzido sintomatologia ou ainda não. Respeitar estes sinais é prevenir doenças.

A avançada tecnologia ressuscitou um conhecimento antigo e promete ainda fazer mais. Em seguida, deverá ser parte da inteligência diagnóstica de quase todas as especialidades médicas e também odontológicas. Sem radiação ionizante ou invasão, esta tecnologia estará presente desde consultórios obstétricos, berçários até lares de idosos. Quiçá servirá de triagem epidemiológica em campanhas de vacinação. Provavelmente, poderá evitar o aparecimento de dor crônica e intensa, uma das piores situações que uma pessoa pode viver. Talvez no futuro, com maior informação e segurança, possa ser ainda mais difundida, como objeto de interação entre comunidade leiga e comunidade médica. Quem sabe, daqui a muitos anos, a própria professora, ao invés de ter um termômetro, possa ter uma câmera de infravermelho para verificar seus alunos na escola e encaminhar para mãe e médico caso algum deles tenha alteração. Talvez possa ser rotina para identificar uma pessoa infectada em aeroportos e se evitar epidemia intercontinental. Enfim, a mera temperatura seguramente passará a ser cada vez mais compreendida e valorizada. Novamente, é algo simples, mas envolvido em um desfecho extremamente complexo e impactante. “

  • Por Mariela Silveira – Diretora médica do Kurotel