Vegetais e frutas para prevenir doenças

Por Revista Kur 30

 

Publicado no Journal of Epidemiology and Community Health, um novo estudo vem reforçar ainda mais as evidencias cientificas. Quanto maior o consumo de vegetais e frutas, maior a prevenção. Esse trabalho de grande dimensão foi realizado na Inglaterra e avaliou o efeito da ingestão de frutas e vegetais. Os pesquisadores examinaram os hábitos alimentares de 65.226 pessoas de 35 anos ou mais, por um período de 12 anos, entre 2001 e 2013. Foi encontrada uma forte relação inversa entre o consumo de frutas e vegetais com morte de qualquer causa, significando que o maior consumo desses alimentos diminui o risco de morte. O aumento do consumo de porções de vegetais, saladas, frutas frescas ou secas está significativamente associado a um menor índice de mortalidade. Alem disso, o alto consumo de frutas e vegetais foi associado a uma redução na mortalidade produzida por câncer e doenças cardiovasculares.

O maior efeito foi observado com a ingestão de sete ou mais porções por dia, que esta associada com uma redução de 42% no risco de morte em qualquer idade, quando comparada com a ingestão de menos de uma porção por dia. Os vegetais parecem ter um efeito mais pronunciado quando comparados as mesmas quantidades de frutas. Mas atenção, o estudo mostra que o consumo de frutas congeladas ou enlatadas foi associado com um maior risco de mortalidade.

No entanto, a relevância desse achado deve ser examinada com cuidado, desde que consumir enlatados pode ser um marcador de estilo de vida pouco saudável. Este estilo de vida, e não os enlatados, pode ser a causa da maior mortalidade. Deve ser considerado, por sua vez, que as frutas enlatadas contem muito açúcar, o que anularia o efeito benéfico da fruta fresca.

20 de julho :: Dia do Amigo

O ser humano é um ser sociável, ou seja, aprende a capacidade de socialização desde a infância. A primeira grande socialização é com nossos cuidadores e, posteriormente, com o crescimento, transferimos para mundo externo o convívio social. As pessoas se aproximam pela afinidade e criam vínculos de amizade que se aprofundam conforme o grau de permissão que essas pessoas ou grupos se dispõem e necessitam um do outro.

As amizades são fundamentais para desenvolvermos a empatia – o colocar-se no lugar do outro -, aprender a ajudar e ser ajudado, fazendo assim, parte da nossa evolução pessoal.

A grande questão é saber respeitar o outro e sentir-se respeitado pelo mesmo, pois dessa maneira é possível estabelecer laços de amizade sem idealizações, observando as características positivas e exaltando e compreendendo as limitações do outro, percebendo da mesma forma as minhas próprias e construindo um relacionamento baseado na verdade, pois toda vez que espero do outro aquilo que ele não tem, a tendência é a frustração.

Nesse dia 20 de julho exalte os seus amigos, mas esteja aberto às novas amizades e não as sufoque. Pluralize e se identifique nas diferenças, obtenha sentido nas amizades e não projete as suas dificuldades nos outros. Lembre-se que amigos não são familiares e sim amigos, eles ou elas não tem a mesma criação que você teve, por isso aprenda com as diferenças, pois com respeito ocorre crescimento e, assim, em todas as relações existirá aprendizado, afinal com algumas pessoas aprendemos como fazer e com outras aprendemos como não fazer.

Psicólogo do Kurotel Michael Zanchet.

CRP: 07/13384

ORIENTAÇÕES PRÁTICAS PARA UMA VIDA LONGEVA

Por Kátia Stringueto da Revista Bons Fluidos e Luís Carlos Silveira fundador do Kurotel

  1. Mantenha seu check-up em dia. A detecção precoce de doenças ou mesmo de disfunções é de fundamental importância para evitar problemas e interferir de maneira signi­ficativa na expectativa de vida.

 

  1. Coma na medida certa: a restrição calórica é uma das mais bem documentadas atitudes que podem ser úteis para viver mais. Assim, não passe fome, mas termine a refeição quando estiver satisfeito, nunca sentindo que comeu em demasia. Uma alternativa prática pode ser reservar 20% do espaço do prato para não ser preenchido. (“Um quarto do que você come mantém você vivo. Os outros três quartos mantêm o seu médico vivo” – leu-se num hieróglifo encontrado em uma tumba egípcia.)

  1. Atenção aos nutrientes: à medida que o indivíduo atinge a quinta década de vida, a absorção dos nutrientes que ocorre no trato gastrointestinal, especialmente na mucosa do estômago e do duodeno cai signi­ficativamente. Assim, solicite ao seu médico que con­fira os níveis de ácido fólico, vitamina B12 e vitamina D, entre outras. Se estiverem baixos, a suplementação será bem recomendada. Esses são especialmente importantes para a manutenção da boa cognição ao longo do processo de envelhecimento. Ou seja, são bené­ficos para o humor, a memória e a atenção.

 

  1. Cérebro ativo, sempre: o Alzheimer tem maior incidência em pessoas com baixo nível de instrução. Trabalho publicado no ­New England Journal of Medicine mostrou que jogos de cartas, jogos de tabuleiro, palavras cruzadas e leitura podem reduzir o risco de demência em pessoas com mais de 75 anos. Contudo, lembre-se: quanto mais cedo mantiver o cérebro ativo (em equilíbrio), melhor.

  1. Álcool, se ingerido com moderação, tudo bem. Não fume e não use drogas. Não fumantes vivem, em média, dez anos mais que fumantes.

 

  1. Não deixe de tomar seu café da manhã: pesquisa do Instituto de Gerontologia da Universidade da Geórgia revelou que os centenários, diferentemente de quem não atingiu os 100 anos, nunca dispensam essa refeição.

  1. Dentes muito limpos: pesquisadores da Universidade Harvard identi­ficaram que a inflamação bacteriana da gengiva, causada pelo acúmulo de resíduos alimentares entre os dentes, aumenta em 72% o risco de doença cardiovascular. Pessoas com pior saúde bucal (medida pelo número de dentes presentes na boca) morrem mais cedo de doenças cardiovasculares em todas as faixas etárias.

 

  1. Seja ativo: a Associação Americana do Coração evidenciou que exercícios diários moderados ajudam a aumentar o tempo de vida em até seis anos. E, se for possível, mantenha a prática do exercício físico junto ao contato com a natureza. Pesquisadores japoneses concluíram que a expectativa de vida de idosos que moram perto de áreas verdes é maior que a daqueles que vivem cercados de arranha-céus.

  1. Parceria: segundo o Journal of Health Psychology, pessoas que mantêm longas e bem-sucedidas uniões afetivas têm maior expectativa de vida, quando comparadas com pessoas que se casam novamente ou terminam a vida divorciadas. Isso é válido desde que o casal esteja unido por amor, e não por conveniência.

 

  1. Seja legal consigo mesmo – e com os outros: depois de dez anos estudando como a personalidade influi no aumento ou na diminuição da expectativa de vida, pesquisadores holandeses concluíram que ter uma atitude positiva pode diminuir em até 55% o risco de morte prematura. Além disso, novos trabalhos têm indicado que, quanto mais altruísta o indivíduo for, maior o benefício em termos de aumento de córtex cerebral. Segundo um estudo publicado na revista Psychological Science, dar apoio físico ou emocional a outras pessoas reduz em até 60% o risco de morte prematura no idoso.

 

A árvore da longevidade

Por Kátia Stringueto da Revista Bons Fluidos e Luís Carlos Silveira fundador do Kurotel

 

A vida pode ser comparada a uma árvore: existe a genética, que está no centro de tudo, como em uma semente, a qual de­finirá as características da espécie e as combinações que farão com que aquele ser seja único. Bons hábitos, como a adoção de uma alimentação equilibrada, são os galhos, as folhas verdes, as flores e os frutos. Os maus hábitos, como estresse fora de controle, tabagismo, alcoolismo, alimentação rica em gorduras de má qualidade e açúcares são ventos excessivos, tempestades e geada, que gerarão os galhos quebradiços e as folhas secas. É preciso, portanto, regar a árvore sempre com bons nutrientes, para acumular cada vez mais folhas, flores e frutos de maior qualidade e quantidade, e colhê-los ao longo da vida.

O que determina a qualidade do envelhecimento como um todo é o balanço de todos os hábitos, desde a infância. Contudo, sempre é tempo para começar. Apenas para ter uma ideia, prevê-se que a atividade física somada ao controle do estresse podem aumentar em cerca de 30 anos a expectativa de vida. Quando esses fatores são somados ao não uso ou ao não abuso do álcool, a vida pode ser prolongada em 40 anos.

 

Movimento para viver mais

Por Kátia Stringueto da Revista Bons Fluidos e Luís Carlos Silveira fundador do Kurotel

 

Pense nisso: 60% das pessoas que usam seus carros se deslocam para percorrer distâncias menores que dois quilômetros. Considere: a semana tem 168 horas e eu sugiro a você que faça apenas três horas de exercício físico, seja ele qual for, por semana. Seria possível deixar mais o carro na garagem para caminhar, por exemplo? Espero que sua resposta seja sim. Estudos cientí­ficos nos permitem concluir que a atividade física regular e a adoção de um estilo de vida ativo são necessários para a promoção da saúde e da vitalidade durante o processo de envelhecimento.

Atualmente, sabemos que a prevenção de osteoporose não se dá na velhice, mas já no adulto jovem. Nosso pico de massa óssea ocorre entre 30 e 35 anos, e é antes disso que devemos fazer nossas reservas de cálcio e de todos os agentes ­fixadores desse mineral para que haja boa constituição do osso. As atividades mais estimuladas são as aeróbicas de baixo impacto, assim como o exercício com pesos, para proporcionar a manutenção da força muscular dos membros superiores e inferiores – aspecto importantíssimo na longevidade. Do mesmo modo, o equilíbrio e os movimentos corporais totais fazem parte dos programas de atividade física, que está associada também a melhor mobilidade, capacidade funcional e autonomia.

 

Sentido para a existência

Por Kátia Stringueto da Revista Bons Fluidos e Luís Carlos Silveira fundador do Kurotel

 

Parte do plano de longevidade consiste em elaborar um projeto estratégico de vida. É comum encontrarmos executivos, dirigentes, políticos, pessoas famosas, de modo geral, que obtiveram grande êxito e inspiram admiração pelos empreendimentos que realizam, mas que, quando olhadas de perto, estão desestruturadas, descompassadas, apresentando evidentes desequilíbrios entre suas idades cronológica e biológica, com sérios transtornos afetivos. É claro que uma pessoa que se esconde de si mesma, que mascara seus desejos, certamente terá muitas frustrações e decepções. E isso impactará seu estilo de vida, porque, conscientemente ou não, ela tentará compensar esse dé­ficit de satisfação com um desregramento crônico, inclusive na alimentação, ou com um engessamento moral. A falta de horizontes é uma característica de indivíduos assim. Por isso, é tão importante construir um plano estratégico, uma visão de futuro.

Pense como você estará daqui a cinco anos. Como estará no futuro em relação aos seus netos, aos familiares, que desejos tentará realizar. Não é uma tarefa fácil provocar reflexões nesse sentido, fazendo com que a pessoa consiga se enxergar, em sua contribuição para com os outros, além dos aspectos materiais. (…)

Você pede que essa pessoa pense, reflita sobre os próximos cinco, dez anos de sua vida, e ela simplesmente não tem essa imagem, não tem essa perspectiva. É comum ouvirmos: “Como pensar daqui a cinco, dez anos? Eu tenho coisas para resolver hoje, agora, não posso parar para pensar no futuro, não tenho tempo para isso”. Isso é máquina, esse procedimento faz parte de uma engrenagem, tudo está rodando junto, a vida da pessoa é apenas um lubrificante para que essa engrenagem não pare. Não há tempo para viver a vida.

Essa pessoa não tem visão de longo nem de médio alcance. Ela nunca pensou nessa hipótese, até porque isso vai lhe gerar apreensões, pois exigirá a tomada de algumas posições na vida que ela não quer ou para as quais não está preparada. Ou mais: há casos em que o sujeito é corajoso para vencer, tomar posições arrojadas em negócios, mas comporta-se como alguém intimidado diante de si mesmo, pois tem medo de correr riscos em âmbito emocional, afetivo ou pessoal. O envolvimento árduo com o trabalho passa a ser uma espécie de terapia ocupacional: o sujeito se ocupa no dia a dia para não ter de pensar no amanhã ou não olhar verdadeiramente o dia de hoje. Uma das novas abordagens psicológicas feitas quando falamos em longevidade centra-se na inversão de uma pergunta que costumávamos fazer às crianças: “O que você quer ser quando crescer?”. Na longevidade, o princípio condutor é o mesmo: “O que você quer ser quando envelhecer?”. É uma pergunta honesta, pois a resposta se encontra em algumas escolhas que fazemos na vida. É uma pergunta que tem de ser feita, sobretudo porque o que até então era um “risco”, o de viver mais, muito mais até, está se tornando a cada dia uma certeza, uma expectativa muito concreta de acontecer. E, como vimos anteriormente, “viver mais” por si só não dá conta do que definimos como “viver bem”. Portanto, temos de começar a fazer essa pergunta aos 50, aos 60, aos 70 anos: “Como queremos estar daqui a trinta anos?”, no lugar de pensar em “Como vamos estar daqui a 30 anos?”.

A ideia dessa pergunta é estimular as pessoas a ter sonhos. Os sonhos são cestas de energia: é onde temos de colocar nosso empenho, nossa dedicação, a capacidade de realizarmos coisas. Às vezes a pessoa investiu energia por muitos anos numa empresa, num tipo de raciocínio, e se acanha diante da perspectiva de mudar. (…) Você pode ser médico hoje e amanhã querer ser arquiteto, compositor, geólogo, o que quiser, ao mesmo tempo. É possível, claro. O que se precisa saber é quanto disso cabe em sua vida, quanto disso se conecta com sua energia interior, aquela que pode movimentar suas ações para realizar seu desejo.

O momento não é apenas propício como enseja a mudança. É preciso valorizar a riqueza do conhecimento adquirido. Nossos antepassados, quando chegavam aos 50, 60 anos, costumavam dizer ou pensar: “Como seria diferente minha vida se, com a experiência e o conhecimento que tenho hoje, tivesse de volta minha juventude”. Fazia, naquele momento, algum sentido esse lamento. Contudo, hoje isso não se justi­fica. A pessoa chega aos 50 ou aos 60 anos e tem pela frente uma estrada enorme por caminhar.

 

 

Não basta viver mais, é preciso viver melhor

Por Kátia Stringueto da Revista Bons Fluidos e Luís Carlos Silveira fundador do Kurotel

 

Como já sabemos, estamos vivendo mais. Em 1982, a expectativa de vida do brasileiro era de 61,8 anos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Hoje, falamos em 74,6 anos, segundo esse mesmo órgão. Por causa do aumento da expectativa de vida, o Brasil chegará a 2025 sendo o sexto país mais longevo do mundo, segundo o World Health Statistics, de Genebra. (…) Imagine usar a atual tecnologia e as próximas, que chegarão em breve, em prol da biologia que já nos permite viver mais tempo. Sabemos que existem áreas que prometem grande alento a diversas doenças, como as terapias de reparo ao DNA e ao RNA, a nanotecnologia, a modulação hormonal segura, a terapia com células-tronco, a reposição de nutrientes, a interface digital para cérebro e vísceras ou membros biônicos, entre tantas outras possibilidades. Não se discute, portanto, a capacidade da ciência nos manter vivos por um impressionante período de tempo no futuro. Contudo, ainda não é suficiente para que tenhamos uma vida com qualidade.

O que percebemos é que os aspectos que caracterizam uma pessoa longeva estão muito próximos da natureza, aqui entendida como o cultivo de hábitos alimentares saudáveis, atividades físicas, bom humor, capacidade de ser flexível e de se adaptar a novas situações etc. É claro que há indivíduos que manifestam esses traços com mais intensidade, mas é perfeitamente possível trabalhar e estimular essas características em todas as pessoas. O primeiro passo é que a própria pessoa acredite nela mesma, que ela se sinta capaz de mudar seus hábitos e abandonar os “pensamentos mágicos”, de que alguém, um médico, ou algum remédio será capaz de fazer isso por ela.

 

News Kur – Por uma nova filosofia de vida

Para uma longevidade com saúde é necessário que se repense hábitos de vida.

O primeiro passo é cuidar da alimentação, priorizando nutrientes e qualidade dos alimentos ingeridos. Cada vez mais as pessoas se permitem à diversidade de dietas e métodos, que permeiam a mídia, as redes sociais e, muitas vezes, não estão comprometidas com a saúde. A melhor dieta é aquela que tenha uma filosofia que se adapte ao estilo de vida, que ensine a reeducar hábitos para beneficiar a saúde do corpo, considerando dados clínicos que referendam as opções apresentadas.

O emagrecimento requer acompanhamento médico, para avaliar as condições de saúde da pessoa. Esse acompanhamento mensura os dados clínicos e avalia fatores de risco, como composição corporal adequada, faixa etária, genética e estado de saúde. Uma redução de peso de forma saudável, visando uma longevidade com qualidade é pautada na organização da alimentação, tendo uma dieta que componha todos os nutrientes que o corpo necessita para o seu bom funcionamento. Essa dieta precisa ser prescrita por um nutricionista, que personalize o cardápio especificando o tipo de alimento e a quantidade indicados para cada pessoa.

O segundo passo é o movimento do corpo. É ele que gera o gasto energético fundamental para a redução de gordura e o aumento da musculatura, o que significa o real emagrecimento.

O comportamento e o emocional são fundamentais para esse processo, afinal quem comanda as ações são as percepções e pensamentos. Tudo aquilo que uma pessoa pensa faz com que limite ou libere positivamente as ações. O comer emocional é muito comum e pouco produtivo, uma vez que as pessoas deixam de sentir as suas emoções e as anestesiam em troca de segundos de prazer e saciedade. O problema é o  resultado disso, tanto no âmbito físico quanto no emocional.

Uma longevidade com qualidade requer organização e inserção de uma nova percepção e mentalidade do seu contexto de vida, incluindo os exercícios físicos na semana, aprendendo e redescobrindo o paladar de uma alimentação baseada no sabor, na qualidade e no prazer. E tendo foco no que se come, sente e faz.

O desejo está dentro de cada um. Os profissionais auxiliam você na elaboração deste projeto de saúde, mas quem faz dar certo é você, quando toma as decisões e assume as consequências. Por isso que buscar longevidade não é um momento da vida, mas sim uma nova filosofia.

Michael Zanchet – Psicólogo do Kurotel ​

 

News Kur – Longevidade Saudável, Alimentação, Exercícios

A população idosa no Brasil vem crescendo significativamente.  A expectativa de vida está aumentando e junto aumenta à probabilidade de doenças. De acordo com dados de 2014 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida no Brasil é de 75,2 anos e segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), no Brasil, 5,85% da população tem mais de 65 anos, número que deverá aumentar em 15 vezes até 2025.

O envelhecimento é um processo biológico, natural do ser humano e está diretamente relacionado ao nosso estilo de vida, com o ambiente em que estamos inseridos e com o acúmulo de experiências ao longo dos anos. Ele traz conquistas afetivas, emocionais e materiais. Especialistas acreditam que a longevidade se deve em cerca de 75% ao estilo de vida e apenas 25% aos genes.

Durante o processo do envelhecimento, mudanças no corpo humano ocorrem. A composição corporal vai sofrendo modificações como: aumento da gordura corporal e diminuição da quantidade de água corporal, o que favorece o aumento da prevalência de desidratação. Ocorre diminuição da massa óssea, diminuição da massa muscular, o equilíbrio vai ficando comprometido, com isto, o corpo já não responde com tanta rapidez e agilidade, aumentando o risco de fraturas. Também se observa aumento da prevalência de doenças como hipertensão arterial, obesidade, diabetes, câncer, entre outros.

O exercício físico deveria ser uma prática constante em todas as fases da vida e seus benefícios ultrapassam o limite físico e contribuem para retardar o efeito do envelhecimento. Ele também é muito importante para a saúde mental.

Atualmente as recomendações da geriatria sugerem que o exercício físico seja realizado diariamente com duração de 30 minutos ou mais e de preferência todos os dias da semana, que tenham gasto de energia e melhora do metabolismo e de preferência que sejam realizados pela manhã, com pequena carga e aumento gradativo da intensidade. A musculação, exercícios aeróbicos e os alongamentos são muito importantes.

A musculação auxilia na força muscular principalmente dos membros inferiores e da coluna vertebral, prevenindo o risco de quedas, aumentando o equilíbrio, melhorando a capacidade de locomoção, conservando ou aumentando a massa muscular, melhora da resistência e flexibilidade dos tendões e ligamentos e diminuindo a gordura corporal. Além disso, os exercícios também contribuem para retardar o efeito do envelhecimento, melhoram a postura, a flexibilidade, a pressão arterial e a frequência cardíaca, diminuem as taxas sanguíneas de colesterol, triglicerídeos e açúcar, aumentam o volume de sangue e de ventilação pulmonar, além de prevenir doenças do coração.

Quem pratica exercício fica mais confiante, tem melhor autoestima, humor e vigor, tende a ter menos depressão, estresse, insônia e é mais resistente a doenças.

Mas para um envelhecimento com qualidade é importante realizar mudanças para a adoção de um estilo de vida ativo e saudável. Quatro regras básicas são fundamentais: comer bem, exercitar-se com regularidade, dormir o suficiente e manter-se longe dos maus hábitos.

Dra. Gislaine Bonardi – Médica Geriatra do Kurotel.

News Kur – Estresse e emagrecimento

Quando falamos dos efeitos negativos do estresse na saúde, lembramos de sintomas como lapsos de memória, dificuldades no sono, picos hipertensivos, tonturas, gripes recorrentes, cansaço excessivo, maior irritabilidade e pouca tolerância. Enfim, uma lista de sintomas descritos que decorrem de respostas físicas, psicológicas ou ambas, geradas a partir do aumento de demandas que podem provir do meio externo ou interno. Mas, dificilmente falamos ou pensamos na influência do estresse para o emagrecimento. E devemos.

“O estresse é um processo de resposta psicofisiológica do organismo, frente a uma situação que ameace a quebra de sua homeostase (equilíbrio) interna. Ou seja, uma situação de tensão gerada por fatores internos ou externos, que desencadeia um amplo processo bioquímico, exigindo de nosso corpo um investimento maior de energia, para capacitá-lo e/ou adaptá-lo às demandas enfrentadas”, analisa a psicóloga Jacqueline Germano Trindade (CRPO RS 11989), da Equipe do Kurotel. “Níveis elevados de cortisol, hormônio liberado quando estamos estressados, podem provocar um aumento do colesterol LDL (ruim), redução do colesterol HDL (bom), aumento da gordura abdominal, retenção de líquidos, maior ansiedade, irritabilidade, incapacidade para relaxar, aumento da necessidade de consumo de carboidratos e açucares (podendo gerar até uma compulsão).” Concomitantemente, aspectos psicológicos podem ser desencadeados, estabelecendo no consumo alimentar uma relação distorcida com a comida, seja por recompensa, por alívio de tensão, ou por uma busca de prazer. Jacqueline relata que o cortisol elevado altera o metabolismo, “gerando um processo inflamatório e, consequentemente, produz um aumento de volume das células de gordura, levando ao aumento da gordura corporal”. .

Com todas essas alterações, o processo do emagrecimento pode tornar-se menos eficaz, inclusive permanecendo estagnado. Ter saúde e emagrecer saudavelmente é desenvolver hábitos salutares que se traduzem em um estilo de vida saudável. “O cuidado com as emoções e um sono reparador são comportamentos aliados que nos ajudam a controlar o estresse e a emagrecer com saúde”, explica a psicóloga.     ​