News Kur – Workaholismo: a mente viciada no trabalho

Embora ainda não exista um consenso sobre a definição de Workaholismo, a maior parte dos autores indica um padrão baseado na compulsão e no excesso. Isso significa que pensa em trabalho de forma obsessiva e também se dedica a ele de forma excessiva. Desse modo, o Workaholic acaba negligenciando outras áreas da vida, como a família, a saúde, relacionamentos e a própria felicidade. Também o faz em resposta a um impulso para evitar o contato com sua vida pessoal. Além disso, é comum um descontentamento constante com o trabalho e com a empresa da qual faz parte.

É um engano pensar que um Workaholic está sempre trabalhando. Esses profissionais, muitas vezes, apresentam uma relação irregular com o trabalho. Podem passar por períodos de baixa produtividade, ou mesmo forçarem-se a algum tempo livre. Porém, nesse momento estão pensando ansiosamente no trabalho a fazer, ou que julgam que deveriam estar fazendo. Vivem uma eterna crise, sempre com algo importante “para ontem”.

O estresse resultante da constante tensão e ativação ansiosa é comum na vida do Workaholic. Vários outros prejuízos à saúde ocorrem num contexto em que o autocuidado é visto como secundário. Costumam ser sedentários, saltam refeições ou alimentam-se mal. O ponto final desse processo desequilibrado é a Síndrome de Burnout, a Depressão, ou uma série de doenças físicas que podem levar a morte, como lembram alguns autores.

Na linha de fogo direta do Workaholic está sua própria família. É comum que digam que trabalham para oferecer qualidade de vida para filhos e cônjuges, mas a falta que fazem em casa é sentida. Dizem que os filhos estão em primeiro lugar, mas não acompanham seu crescimento. Chegam em casa quando os filhos já estão dormindo e saem quando ainda não acordaram. A qualidade do relacionamento conjugal também sofre negativamente. O Workaholic espalha o estresse por onde passa.

É comum que se pense que os Workaholics são profissionais produtivos e de grande interesse para qualquer empresa. Porém o que se observa é que eles “trabalham duro”, mas não de forma eficaz. O Workaholic tem uma compulsão por criar mais trabalho e crises, pois é esse o seu alimento. Por seu caráter perfeccionista e rígido, costuma ter dificuldade em delegar e muitas vezes em terminar projetos. Há que lembrar que o Workaholic geralmente não tem prazer no trabalho. Ele não é um “worklover”. Esse estado de estresse acaba por contagiar sua equipe, especialmente quando ocupa uma posição de gestor, criando um clima de trabalho pesado, de desconfiança e de menos colaboração. É um engano pensar que o estresse deixa a pessoa mais criativa e produtiva. Pelo contrário, sabemos que o indivíduo estressado atua de forma mais conservadora e recorre às respostas de sempre para enfrentar os problemas, mesmo que não sejam eficientes.

A base para prevenir ou tratar o Workaholismo, assim com qualquer consequência negativa associada, é o equilíbrio entre o trabalho, os cuidados com a saúde a vida pessoal. Pessoas que se engajam em regimes de trabalho muito rígidos e exigentes devem buscar proteger seu equilíbrio. Porém, o mais comum é que conforme o trabalho aperta, as pessoas deixem justamente o que deveriam preservar, abandonando atividades físicas, de relaxamento, amizades e família. Assim a balança começa a pender demais para o lado do trabalho e o equilíbrio se perde. A justificativa clássica é a falta de tempo, mas sabemos que medidas como uma alimentação saudável não depende necessariamente disso e no Kurotel, ajudamos nossos clientes nessa organização. Se há menos oportunidades, a qualidade do relaxamento pode ser potencializada e a atividade física organizada de forma coerente. O maior engano que se pode cometer é recorrer às alternativas que a sociedade moderna nos tenta vender, como o álcool, os cigarros e a automedicação, aumentando o desequilíbrio. Mesmo com tantas pressões, o equilíbrio depende principalmente de nós mesmos.  Ações como: aprender a dizer não, proteger e potencializar o uso do nosso tempo de descanso e lazer de maneira saudável, cuidar da saúde, resolver problemas, cuidar do sono, são medidas que resultam em equilíbrio. Assim, se pode corresponder ao que a vida nos pede e verdadeiramente proporcionar resultados sólidos e sustentados.

Muitas empresas já estão com uma visão mais moderna e percebem não só a importância da qualidade de vida e saúde de seus trabalhadores, mas também a relação direta que têm com a produtividade. Investir no equilíbrio pessoal dos trabalhadores significa motivar e manter talentos, potencializando seu comprometimento com a empresa.

 Francisco da Costa, psicólogo que particiou do desenvolvimento do Programa Memória do Kurotel, estudou o tema Workaholismo para sua Tese de Mestrado nas Universidades de Barcelona e Coimbra. Seu trabalho foi realizado a partir de uma amostra de gestores brasileiros.

Publicado por

kurotelb

Fundado em 1982 por Luís Carlos Silveira, e sua esposa, Neusa Silveira, o Kurotel - Centro Médico de Longevidade e Spa, está localizado em meio às belezas da Serra gaúcha, na cidade de Gramado. É reconhecido por promover e estimular as pessoas a se comprometerem com um estilo de vida mais saudável, motivando escolhas positivas. Valorizando a vida nos sentidos quantitativo (longevidade) e qualitativo (vitalidade e bem-estar).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *