O estresse que nos consome: tempo de vidas sob pressão

Insegurança, trânsito, trabalho e finanças são alguns potencializadores da exaustão

 O acúmulo de pequenos problemas e que se repetem dia a dia, em especial na população dos grandes centros urbanos, onde o caldo da rotina de tensões como insegurança, trânsito, preocupações financeiras e qualidade às vezes duvidosa das relações pessoais e profissionais, pode levar os nossos medidores físicos e emocionais a ultrapassar o limite do saudável. Esta é uma das definições da Síndrome Geral de Adaptação (SAG), popularmente conhecida por estresse. Um mal da vida moderna, que se manifesta em diferentes faixas etárias e pode ficar escondido na depressão ou dar as caras sem máscaras no aumento da irritabilidade, ansiedade, dores musculares e insônia.

Para dimensionar em parte o problema, estudo divulgado este ano pela Câmara Municipal de São Paulo, e com foco na capital paulista, revelou que 88% dos paulistanos estão ou se sentem estressados. O principal responsável por isso seria o trânsito caótico da megalópole. Outro estudo, de autoria da seção brasileira a International Stress Manegement Association (Isma – BR) focou Porto Alegre e outras duas capitais em 2015. Indicou que a maior fonte de estresse, 69% é trabalho e todas as preocupações implícitas e explícitas nele. Nos 31% restantes estaria a falta de segurança e, olha ele aí de novo, o trânsito. “Mas considerando esses 31%, eu diria que a maior fonte de estresse hoje, com certeza, é a falta de segurança, o medo. Que implica até em mudanças de hábitos que não seriam desejáveis para a pessoa, como deixar de ir a algum lugar”, opina a presidente da Isma – BR, a psicóloga e PhD no tema Ana Maria Rossi.

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FONTE: Jornal de Gramado, por Amilton Belmonte.