Alimentação X Estresse

Filé de peixe com especiarias
Filé de peixe com especiarias – Kurotel

Há momentos em que o corpo sente uma maior fadiga. Ou porque está passando por um estresse familiar, no trabalho ou porque tem pela frente uma maratona de exigências, metas e não quer decepcionar. Nestes períodos a preocupação com uma alimentação rica em determinados nutrientes pode auxiliar no melhor desempenho do corpo e da mente.

O estresse é um aglomerado de reações fisiológicas que em excesso leva a um desequilíbrio no organismo. Geralmente ele ocorre como resposta física ao desgaste mental, jornada de trabalho excessiva, sobrecarga de tarefas e preocupações do dia a dia. A complicação pode gerar problemas de saúde intensos, acarretando desde sintomas gastrointestinais, queda de cabelo e até dores pelo corpo.

Uma alimentação equilibrada pode contribuir no combate a este mal, que acarreta um número cada vez maior de pessoas. Existem alguns alimentos que diminuem a produção de radicais livres por possuírem antioxidantes, fundamentais no combate ao estresse. Além de alimentos ricos em substâncias precursoras de neurotransmissores como a serotonina, responsável pelo bom humor e sensação de prazer.

É importante salientar também, que os maus hábitos alimentares, como ingestão excessiva de cafeína e alimentos muito estimulantes, além de açúcar, sal, e produtos refinados pode agravar o estresse no organismo.

Abaixo seguem alguns alimentos que podem contribuir significativamente na luta contra ao estresse:

  • Castanha do Pará, amêndoa: Rica em magnésio e selênio, minerais importantes no combate ao estresse.
  • Banana: rica em magnésio e vitamina B6, minerais que ajudam na produção de neurotransmissores que diminuem a ansiedade. Também contém triptofano que estimula a produção de serotonina.
  • Feijão, lentilha: possuem magnésio e cálcio, além de serem ricos em triptofano, promovem a produção de serotonina.
  • Aipo: Quatro talos ao dia ajudam a reduzir a liberação do hormônio que causa o estresse. O Aipo também possui niacinamida que promove o relaxamento.
  • Abacate: contém ácido fólico, ferro, magnésio, potássio e vitaminas B3, B6, C e E, auxilia no controle da ansiedade.
  • Maracujá: o chá de maracujá e as folhas da fruta são ricos em vitamina C e também em compostos químicos chamados flavonoides, que ajudam a acalmar o sistema nervoso central.
  • Alface: possui uma substância chamada lactucina, que tem propriedades calmantes, usado às vezes até como sedativos.
  • Brócolis: ajuda no combate à depressão e é rico em ácido fólico, muito importante para ajudar no bom funcionamento das células.
  • Peixes e frutos do mar: os alimentos contêm zinco e selênio, principais componentes para diminuir a ansiedade.

Opte sempre por uma alimentação equilibrada e saudável, pois ela melhora as funções orgânicas, favorecendo um bom funcionamento de todo o corpo e mente.

31 de agosto – Dia do Nutricionista.

A prática da Yoga para a saúde

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A prática da Yoga surgiu há milhares de anos na Índia e o termo significa unir/integrar. Com o passar dos anos, a prática tornou-se mais frequente e atualmente existem diferentes métodos. Independente do método praticado, a Yoga traz inúmeros benefícios para a saúde, pois trabalha integralmente o corpo, a mente e o equilíbrio emocional, bem como promove energia, mas, ao mesmo tempo, relaxamento.

Alguns possíveis benefícios da prática da Yoga:

  • Auxilia o funcionamento adequado dos órgãos;
  • Aumento da disposição;
  • Melhora da força muscular;
  • Melhora da flexibilidade;
  • Melhora de problemas respiratórios;
  • Melhora da pressão arterial;
  • Melhora da circulação sanguínea;
  • Estimula o bom funcionamento de glândulas endócrinas;
  • Diminui sintomas de ansiedade, insônia e depressão.

Pratique Yoga para uma vida mais saudável.

Fitness para os neurônios

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Especialistas dão orientações para manter a memória em boas condições

Instigados pelo questionamento de seus clientes sobre como preservar a memória, os médicos e especialistas do Kurotel deram início a um estudo detalhado sobre cognição e afeto. “Com o aumento da expectativa de vida da população, a memória passou a ser muito estudada. E, acima de tudo, cuidada. Afinal, a memória é a identidade que uma pessoa carrega sobre si e sobre sua percepção da vida”, conta Dra. Mariela Silveira, médica diretora do Kurotel. Além disso, a rotina exaustiva e estressante de trabalho também colabora negativamente para o processo.

Segundo o psicólogo Michael Zanchet, as pessoas só dão conta da memória quando ocorre alguma falha, um esquecimento. E isto pode ocorrer por inúmeros fatores, como cansaço, ansiedade, privação do sono, má nutrição, sedentarismo, ter personalidades do tipo obsessivo (que prima pelos detalhes e tem um gasto energético maior) ou extrovertido (não exercita a atenção interna). Outros fatores como o uso abusivo de apoios ou estímulos externos, como computador e calculadora, também são prejudiciais à memória.

Do ponto de vista bioquímico, alguns fatores podem interferir na memória, entre eles o cortisol elevado, que é o hormônio do estresse. Quando estamos estressados e este hormônio aumenta na corrente sanguínea, o estado de vigilância entra em ação no corpo (é a capacidade de se atentar a aspectos gerais do ambiente), mas a tenacidade diminui significativamente (a habilidade de dar atenção para detalhes e colocar a concentração focada).

“É importante ressaltar que nossa memória, assim como nosso tônus muscular, apresenta um decréscimo natural com o envelhecimento. Porém, se estimulada, pode manter-se por mais tempo com uma boa qualidade de funcionamento”, explica a neuropsicóloga Jacqueline Trindade. Para dar início ao tratamento é importante que o médico possa avaliar fatores orgânicos e descartá-los ou tratá-los para que o psicólogo possa trabalhar fatores psicoeducativos de forma a conseguir melhores resultados.

No Kurotel, a avaliação da memória contempla avaliações e baterias completas de testes e instrumentos neuropsicológicos, com o objetivo de estabelecer um perfil de funcionamento das funções cerebrais. Entre os programas do Kurotel é possível encontrar o fitness para os neurônios, que estimula circuitos neurais, focando a atenção, associando fatos às imagens e desenvolvendo pistas cognitivas para ajudar a realizar tarefas, a organização nutricional fundamental para o sistema nervoso central e, eventualmente, reorganização de medicamentos. Além da memória, o workaholismo (ou seja, ser dependente do trabalho), a criatividade e o humor também são trabalhados.

Segundo a fisioterapeuta Graziele Schwengber, através de estímulos externos percebidos pela pessoa e recebidos no cérebro, há melhora no desempenho das tarefas cognitivas, na capacidade de concentração no que está sendo realizado e na formação de novas associações de neurônios.

Oito hábitos saudáveis que fazem a diferença quando o assunto é a saúde da memória e da mente.

  1. Crie estratégias de memória de armazenamento. Por exemplo, associe imagens em torno de conteúdo que você quer armazenar.
  2. Priorize o estilo de vida saudável, adotando exercícios físicos regulares, técnicas de relaxamento, sono com qualidade e uma dieta balanceada, rica em alimentos que contenham vitaminas do complexo B e vitamina D.
  3. Planeje e execute novos projetos de vida. E faça mudanças em suas rotinas automáticas.
  4. Evite o uso de medicações sem recomendação médica e de bebida alcoólica com regularidade. E jamais faça uso do cigarro.
  5. Gerencie suas emoções. Trabalhe a confiança e a motivação.
  6. A leitura é uma das melhores maneiras de estimular a memória. Também faça resumos do que você lê e palavras cruzadas.
  7. Ao mesmo tempo em que a mente precisa de estimulo, precisa de relaxamento e contato com a introspecção. A meditação tem se mostrado um instrumento muito importante para a melhora da concentração, memorização e sensação de bem-estar.
  8. Reserve e proteja sua agenda para fazer atividades em família, de autocuidado e de lazer. Distribua o tempo de maneira equilibrada entre trabalho e vida pessoal.

Longevidade e Espiritualidade

Depois dos chamados “tempos escuros” da humanidade, época em que todos os fatos relacionados à vida ou à saúde eram atribuídos aos miasmas (supostos fluidos de material em putrefação causadores de doenças e maus), a sociedade buscou o realismo científico para explicar a natureza do universo. A partir da segunda metade do século XIX, a presença do mensurável e do comparável passou a ser de extrema importância para a Medicina. Milhares de aspectos físicos, mentais e muitos dos aspectos emocionais puderam ser mapeados e acompanhados. A reação causa-efeito passou a ser a única equação aceita para justificar a saúde ou a doença, como também a vida e a morte. Entretanto, a fé era abstrata demais para um pensamento concreto e moderno. Sigmund Freud chegou a dizer que religião seria uma neurose obsessiva universal e um mecanismo de defesa imaturo. Desta forma, a fé chegou a ser ignorada ou negligenciada, para não dizer ridicularizada.

Mas isto não foi suficiente para trazer o total rompimento do homem com o mundo invisível. As tradições e as igrejas se mantiveram ativas e seguiam promovendo conforto para um aspecto essencial do ser humano. Com o passar dos anos, a ciência que tem como base o questionamento contínuo, revisou seu olhar. Passou a valorizar tudo aquilo que é importante para o ser humano e com isso também, a considerar o impacto do intangível. Nos últimos 40 anos, fé, religiosidade e espiritualidade passaram a ser razão de estudos. Os resultados são incontestáveis e surpreendentes. Viver melhor pode ser atribuído à fé. Viver mais também. Em 30 anos, houve um aumento em 600% dos trabalhos científicos publicados na área da saúde e espiritualidade. Um trabalho do Journal of the American Medical Association (JAMA) mostrou que mais da metade (56%) de 2.000 médicos entrevistados acreditam que a religião e a espiritualidade têm uma influência significativa na saúde dos pacientes. Os resultados dessas pesquisas inicialmente demonstram benefícios em relação à saúde física e emocional. Para os pacientes, esta percepção é ainda mais elevada que a dos médicos. Nos Estados Unidos, uma pesquisa feita pelo Instituto Gallup encontrou que 80% dos americanos diziam que a frase “eu recebo bastante conforto e apoio de minhas crenças religiosas” era verdadeira, sendo que a partir dos 65 anos o encontrado aumentava para 87%. Em seu livro Espiritualidade no Cuidado com o Paciente, o norte-americano Harold G. Koenig verificou que 90% dos pacientes dizem que crenças religiosas e suas práticas são importantes formas pelas quais elas podem enfrentar e aceitar melhor suas doenças físicas, e mais de 40% indicam que a religião é o fator mais importante que os ajudam nessas horas.

Quando se fala em religiões, é possível imaginar que a diversidade entre conceitos e modalidades é grande, e, portanto, compreensível se questionar a validade de diferentes metodologias aplicadas à saúde. Dessa forma, um estudo da Universidade de Georgetown revisou os artigos científicos que mostravam a relação da religiosidade sobre a saúde e encontrou que 81% mostravam benefício na cura, 15% mostravam neutralidade e 4% prejudiciais. Assim, observa-se uma reavaliação da influência da espiritualidade nas condições de vida cotidiana, incluindo-se a sua participação no processo saúde-doença, conforme artigo intitulado “O impacto da espiritualidade na saúde física” publicado na Revista de Psiquiatria Clínica. Para a Association of American Medical Colleges, “espiritualidade é reconhecida como um fator que contribui para a saúde de muitas pessoas”. O conceito de espiritualidade é encontrado em todas as culturas e sociedades. Ela é expressa nas buscas individuais para um sentido último através da participação na religião e ou crença em Deus, família, naturalismo, racionalismo, humanismo, e nas artes. A Association of American Colleges coloca como sendo fundamental para acadêmicos de medicina uma formação adequada na área da espiritualidade. “Os estudantes devem ser advertidos que espiritualidade e crenças culturais e suas práticas, são elementos importantes para a saúde e o bem-estar de muitos pacientes. Eles deverão ser advertidos que é necessário incorporar esta espiritualidade, e crenças culturais e suas práticas, dentro dos cuidados dos pacientes numa variedade de contextos clínicos. Eles reconhecerão que sua própria espiritualidade, crenças e práticas, possivelmente afetarão os caminhos de relacionamento e cuidados com os pacientes.” Mas afinal, o que é espiritualidade? Moberg e Brusek (1978) propõem duas dimensões de espiritualidade, não excludentes entre si: Horizontal – Representada como um recurso interno e subjetivo, mobilizado pela experiência de doação, de fraternidade, através do contato mais íntimo consigo próprio, com a natureza, arte, poesia, ou quaisquer ideais visando bem-estar social, a solidariedade, o cuidado, a tolerância, entre outros. Vertical – Caracterizada por um movimento em direção a Deus, a um Poder Superior.

ESPIRITUALIDADE
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