Saúde Cardiovascular

Um estudo realizado e publicado pela American Heart Association mostrou que menos de 1% dos adultos dos Estados Unidos têm índice ideal de saúde cardiovascular. A pesquisa da Universidade de Oklahoma Health Sciences Center envolveu 14.515 homens e mulheres com mais de 20 anos. Exames físicos forneceram dados sobre índice de massa corporal e pressão arterial, e amostras de sangue foram analisadas para níveis de glicose e coleste­rol total. Entrevistados foram ouvidos sobre hábitos como fumar, níveis de exercícios físicos e dieta.

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Crianças e os Riscos de AVC

As crianças negligenciadas correm três vezes mais riscos de sofrer acidentes vasculares cerebrais (AVCs) na idade adulta, revelou uma pesquisa publicada na primeira semana de setembro na edição online do periódico Neurology. Embora os cientistas afirmem não ter claro o processo exato pelo qual isto ocorre, o estudo revela um crescente conjunto de evi­dências segundo as quais o que acontece na nossa infância tem implicações na nossa saúde ao longo da vida. Um grande número de estudos demonstram que “experiências adversas na infância” podem ser associadas a um alto risco, mais tarde, de sofrer de doenças como hipertensão, obesidade, além de condições crônicas associadas a pessoas idosas, como doenças cardiovasculares.

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Exercícios Nota 10

Crianças que se exercitam mais, seja no intervalo entre as aulas, no caminho para a escola ou em aulas de educação física, tendem a apresentar melhor desempenho escolar, segundo uma pesquisa publicada na revista “Archives of Pediatric & Adolescent Medicine”, dos Estados Unidos. O estudo, feito por pesquisadores da Universidade Vrije, de Amsterdam, analisou 14 pesquisas realizadas nos EUA, no Canadá e na África do Sul que compararam a atividade física dos estudantes com seus desempenhos em provas de matemática, linguagem, raciocínio lógico e memória.

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Fumo e Aneurisma

Um levantamento realizado pelo Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo, que analisou 250 casos, mostra que duas em cada três pessoas que sofreram aneurisma cere­bral fumavam regularmente. A unidade aten­de por ano uma média de mil pessoas com a doença. Os tabagistas, segundo o estudo, estão dez vezes mais propensos a apresenta­rem hemorragias cerebrais que são causadas por aneurismas e também têm maior proba­bilidade de reincidência. O cigarro pode des­truir a proteína fibrosa e elástica, chamada de elastina, encontrada na parede dos vasos sanguíneos. Com isso, facilita a ocorrência de um aneurisma, que surge quando há dilata­ção anormal de uma artéria do cérebro. Se houver o rompimento do vaso, o sangramen­to pode levar o paciente à morte.

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Gorduras e Depressão

Um estudo postado no Science Health e realizado com 12.059 espanhóis, sem depressão, avaliou o tipo de áci­dos graxos (gordura) e a frequência utilizada no preparo da alimentação. O trabalho mostrou que quanto mais ácidos graxos monoinsaturados e poli­-insaturados os indivíduos ingeriam, menor eram as chances de depres­são (diagnosticadas por médicos). Entretanto, quanto maior era a inges­tão total de gorduras (somando to­dos os tipos, inclusive as saturadas e trans) maior era a chance de depres­são. Além disso, os achados sugerem que a doença cardiovascular e a de­pressão podem apresentar o mesmo fator determinante, no que diz respei­to, aos subtipos de gorduras.

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Chá verde no Japão

Relatório publicado na versão online do American Journal of Clinical Nutrition mostrou que, no Japão, homens e mulheres mais velhos têm menor risco de incapacidade funcional, causada por comprometimento cognitivo, osteoporose e acidente vascular cerebral. Segundo o artigo, estudos epidemiológicos indicaram que o consumo de chá verde está por trás desses resultados. Os pesquisadores analisaram dados de 13.988 homens e mulheres japoneses com 65 anos ou mais. Pelo estudo, quanto mais chá verde, menos riscos.

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Gordura e impotência

O risco de impotência aumenta em homens com mais de 94 centímetros de circunferência abdominal, principalmente depois dos 40 anos. A conclusão é da Sociedade Brasileira de Urologia, ao avaliar pesquisa comportamental realizada com cinco mil homens. Esse raio-X da saúde masculina mostrou que 51% dos entrevistados estavam acima ou muito acima do peso, 64% nunca realizaram um exame para medir os níveis de testosterona, 38% não iam ao médico com frequência, 23% relacionavam a obesidade ao envelhecimento. E 37% admitiram o uso de remédio para ereção — no Rio esse percentual chegou a 60%. Essa gordura abdominal chamada visceral gera estrogênio, cortisol e leptina, substâncias que diminuem a produção de testosterona, um dos principais combustíveis sexuais masculinos.

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Bebidas açucaradas podem mudar a composição muscular em apenas 1 mês

Pesquisadores da Bangor University, na Inglaterra, verificaram que pessoas com consumo regular de refrigerantes açucarados mudam a maneira como os músculos usam os alimentos como substrato energético. Ao invés de utilizar gordura, passam a usar preferencialmente o açúcar. Isto atrapalha o consumo de gordura corporal e redução de peso. As alterações musculares e metabólicas são semelhantes a pessoas com obesidade e diabetes tipo 2. O trabalho publicado no European Journal of Nutrition mostrou que a ingesta de refrigerantes modifica o metabolismo daqueles que faziam exercício físico leve, em apenas quatro semanas.

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Declínio Cognitivo & Vitamina D

Em artigo publicado no jornal Ageing Research Reviews, pesquisadores do Centro Médico Universitário Utrecht, da Holanda, reportaram a associação entre níveis reduzidos de vitamina D ao maior risco de declínio cognitivo. Agora, a equipe que comandou esse estudo vai analisar o papel da suplementação da Vitamina D na prevenção do declínio cognitivo junto às pessoas estudadas com baixos índices da vitamina no organismo.

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Tempero para o cérebro

A curcumina, presente no açafrão (um dos componentes do tempero curry), é uma das seletas substâncias que consegue cruzar a barreira hemato-encefálica e afetar as atividades bioquímicas no cérebro, evitando a formação de substâncias tóxicas aos neurônios que levam à doenças neurológicas, como o Mal de Parkinson. A boa notícia está em publicação do Parkinson’s & Movement Disorders.

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