Magnésio relacionado com aumento de Expectativa de Vida

Um estudo, publicado no The Journal of Nutrition, incluiu 7.216 mulheres e homens entre 55 e 80 anos e verificou a ingesta de magnésio na dieta. Durante um período de 4 a 8 anos, 277 pessoas tiveram eventos cardiovasculares e 323 pessoas faleceram. As pessoas que tinham níveis de magnésio no quartil superior (nível mais alto do grupo) tiveram 34% menos risco de falecer que as pessoas com níveis mais baixos de magnésio (quartil inferior). Isto pode ser devido a alguns fatores relacionados com a ação do magnésio como redução dos níveis de pressão arterial, redução da inflamação endotelial e antiagregação plaquetária (que diminui a formação de trombos). O trabalho prospectivo ainda sugeriu uma associação inversa entre ingesta de magnésio na alimentação com cânceres e mortalidade por todas as causas. O magnésio está presente em alimentos como arroz integral, linhaça, aveia, centeio, soja, castanha-do-Pará, sementes de abóbora e sua concentração varia de acordo com a qualidade e local de cultivo.

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Menos peso para reduzir sintomas de Refluxo Gastroesofágico

Estudo realizado por pesquisadores da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, revelou que a redução de peso resulta em 81% de melhora nos sintomas de refluxo gastroesofágico, 65% de melhora total do problema e 15% de melhora parcial. O trabalho foi feito com 332 pessoas, homens e mulheres com idade média de 46 anos, que foram acompanhados durante seis meses. Antes da pesquisa, sabia-se que o ganho de peso é um importante fator de risco para o refluxo gastroesofágico. O que a pesquisa mostrou foi que um programa de redução de peso pode conduzir a uma melhora e resolução completa de casos de refluxo gastroesofágico.

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Dos 45% dos brasileiros acima do peso, só 16% fazem dieta

Quase metade dos brasileiros com mais de 16 anos admite que está acima do peso ideal, mas apenas 16% deles fazem algum tipo de dieta. A percepção dos hábitos alimentares nacionais foi medida pelo Conecta, plataforma online do Ibope, que entrevistou 1.100 internautas de todas as regiões e classes sociais entre 6 e 13 de agosto. O resultado mostra ainda que uma parcela de 49,4% não faz exercício ou se movimenta menos de uma vez por semana. Com pequenas alterações nos índices, os dados confirmam os levantamentos mais recentes do Ministério da Saúde. De acordo com o órgão, a obesidade já atinge metade dos brasileiros. O que o Conecta revela agora é que o excesso de peso não é mais escondido, mas assumido por quem briga com a balança. Essa nova consciência explica porque 88,7% das pessoas reconhecem que devem mudar seus hábitos alimentares de forma radical ou moderada.

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Parkinson: ajuda da canela

Uma boa notícia. A canela poderá auxiliar na estagnação da progressão do mal de Parkinson. É o que diz artigo publicado recentemente no Journal of Pharmacology NeuroImmune. Pesquisadores da Rush University Medical Center estudaram os efeitos do tempero em cobaias (ratos) com a doença. Eles verificaram que quando a canela é metabolizada, a perda de proteínas benéficas Parkin e DJ-1 é parada, enquanto que os neurônios que produzem dopamina, um neurotransmissor, que pode ser reduzido com a doença de Parkinson, ficaram protegidos. A função motora, afetada pela doença, foi melhorada nos animais que receberam a canela.

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Ajuda no tratamento e prevenção de Alzheimer

A curcumina é um agente promissor no tratamento e prevenção de Alzheimer. Em vários experimentos, a curcumina apresentou ações antioxidante, anti-inflamatória e diminuição do colesterol. Essas três têm se mostrado essenciais no processo que envolve a Doença de Alzheimer. Estudos epidemiológicos na Índia mostraram que o país, onde há um elevado consumo do tempero, possui uma das menores taxas de Alzheimer. Em pacientes com Alzheimer foi identificado um alto nível de danos oxidativos em diversas moléculas orgânicas (como lipídeos, proteínas, DNA e carboidratos) no cérebro, sangue e urina. Outros estudos epidemiológicos mostraram uma relação entre a ingestão de produtos antioxidantes e menor risco para o desenvolvimento da Doença de Alzheimer. Estudos envolvendo ratos mostraram que a curcumina tem potencial antioxidante maior que a Vitamina E.  Cientistas mostraram em experimentos que a curcumina preveniu a oxidação do DNA em fibroblastos de ratos.

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Maior ingesta de líquidos para tratar constipação

Estudos epidemiológicos mostram uma associação entre constipação intestinal e a realização de atividades físicas e a ingestão de fibras, mas não com a ingestão de líquidos. O objetivo do artigo, publicado no The American Journal of Gastroenterology, foi avaliar a prevalência da constipação e suas relações com a ingestão de fibra alimentar e a ingestão de líquidos. As análises foram baseadas em dados de 10.914 adultos com mais de 20 anos a partir dos ciclos de pesquisas da National Health and Nutrition Examination. Após ajustes estatísticos, os resultados mostraram que no total, 9.373 (85,9%) adultos (4.787 mulheres e 4.586 homens) completaram as informações sobre consistência das fezes e os dados dietéticos. As taxas de constipação foram de 10,2% para as mulheres e 4,0% para os homens. O baixo consumo de líquidos permaneceu um fator de predisposição à constipação entre as mulheres e os homens, no entanto, a ingestão de fibra alimentar não era um fator de predisposição.

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Prazer e absorção de Nutriente

Um estudo da Tufts University com mulheres tailandesas e suecas analisou a dieta dos dois países e as ofereceu de formas distintas. A dieta tailandesa continha dieta típica de seu país como arroz, vegetais, coco e molho de peixe, enquanto que a dieta sueca continha feijão, hamburger, purê de batatas. O primeiro grupo, contendo ambas nações, recebeu a dieta convencional respectiva. O segundo grupo, também com as duas nacionalidades, recebeu a respectiva dieta, mas em forma de papa, com mesmo conteúdo batido no liquidificador. Apesar de nutricionalmente idênticas, as quantidades de macro e micro nutrientes, a absorção de ferro foi 50% menor naquelas que receberam a comida na forma de papa, tanto no grupo europeu quanto no asiático. Os pesquisadores discutiram a possível interferência do prazer na absorção de nutrientes, uma vez que quando não há satisfação, o nível de neuropeptídeo Y aumenta, estimulando a ingesta de mais alimentos, como carboidratos. Entretanto, quando comemos uma refeição saborosa, o processo digestivo é mais eficiente.

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